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quarta-feira, 26 de junho de 2013

TODA OFENSA É UMA ILUSÃO

Ao contrário do perdão do ego que reforça que o outro pecou, o verdadeiro perdão lembra à outra pessoa que ela jamais pecou e que jamais pecará. O perdão lembra à outra pessoa de sua eterna perfeição, nela colocada pelo Criador. O verdadeiro perdão significa a compreensão de que o ataque era uma ilusão, não era real; que jamais ocorreu e que a outra pessoa de maneira nenhuma é culpada. O verdadeiro perdão lembra ao outro de sua verdadeira identidade de Filho de Deus imaculado e sem pecado nenhum. Ele também é a habilidade de ver a outra pessoa no sagrado momento presente, não à luz de suas ações passadas.
O perdão é um chamado do despertar para a outra pessoa, que está temporariamente dormindo. Temos de despertá-la gentilmente e não condená-la a um sono mais profundo. Se fôssemos acordar uma criança de um pesadelo, o faríamos com uma voz gentil para que ela não se assustasse. Diríamos a ela que o sonho acabou e que nunca foi real e que a luz chegou. Ensinaríamos a ela a diferença entre dormir e despertar, para que ela pudesse confiar na luz. É desta mesma forma que podemos despertar os outros através do perdão.
Talvez alguém tenha nos tratado de uma maneira hostil ou pior ainda, tenha nos atacado diretamente. A verdade é que esta pessoa nos ataca porque, naquele momento, não se ama e nem se sente digna do amor dos outros. Seu ataque consiste em um pedido de amor. Quando estamos nos amando e sentindo que somos dignos de amor e respeito, não tratamos as pessoas com agressividade. Nem atacamos. Se pudermos aquietar nossa raiva e nosso julgamento, teremos a capacidade de ver um desesperado pedido de amor em um ataque. A resposta apropriada, que é um grande desafio, é oferecer amor.
É isto que nos ensinaram quando nos pediram para amar nossos inimigos. Não precisamos ser lembrados de amar nossos amigos ou aqueles que nos amam. Isso é fácil. Eles estão estendendo amor a nós. Amar nossos inimigos significa oferecer amor àqueles que nos atacam, àqueles que, em vez de estender amor, estão pedindo amor. Todo mundo está estendendo ou pedindo amor. Conquanto pareça muito difícil oferecer perdão, é muito menos difícil do que viver com a raiva e acusação não resolvidas que constantemente nos prejudica a paz interior. Para citar um velho dito: O ressentimento prejudica mais o vaso que o guarda do que o objeto no qual ele é derramado. Queremos vingança e ressentimento ou paz e felicidade. Não podemos ter os dois.
É através do oferecimento de nosso perdão verdadeiro que somos perdoados. Quero dizer com isto que somos lembrados de quem realmente somos. Se compreendermos os ataques como pedidos de amor e cura, compreenderemos também os nossos próprios ataques. Se enxergarmos o outro verdadeiramente, nos veremos verdadeiramente. Se virmos os outros através dos olhos de Deus, também nos veremos da mesma maneira. A salvação do outro também é a nossa. Lembrando da natureza sem pecado e culpa do outro e pedindo para ver isto em todas as pessoas, lembramos a nós mesmos de nossa própria natureza. Liberando-os de nossos julgamentos, estamos liberando a nós mesmos. Não podemos perdoar a nós mesmos enquanto não formos capazes de perdoar os outros.

Extraído do livro "A espiritualidade a Dois", de Robert Roskind - Editora Namaste
Fonte: http://www.eurooscar.com/

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas


"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...
As pérolas são feridas curadas,
pérolas são produto da dor,
resultado da entrada de uma substância
estranha ou indesejável no interior da ostra,
como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra
é uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra,
as células do nácar começam a trabalhar
e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas
para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:
- Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
- Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
- As suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
- Já sofreu os duros golpes do preconceito?
- Já recebeu o troco da indiferença?
Se sim, então, produza uma pérola! Cubra as suas mágoas com várias camadas de amor.
Bem poucas são as pessoas que se interessam por esse movimento.
A maioria exercita apenas o cultivo de ressentimentos, deixando as feridas abertas,
alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos, e portanto não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras" vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.
As pérolas mais belas são geradas nas profundezas do nosso ser.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DEUS, SEGUNDO SPINOZA


“Pára de ficar rezando e batendo no peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidadefosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem,no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos,de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso teculpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto daeternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa emti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar.
Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.




domingo, 12 de agosto de 2012

Isso que chamamos de amor, esse lugar confuso entre o sexo e a organização familia

Sérgio, não sabia como começar – então comecei copiando essa frase aí de cima, é Caetano Veloso numa entrevista ao JB, vim lendo pelo caminho, não consegui me livrar dela. Agora estou aqui, escrevendo para você no meu quarto antigo, que minha mãe conserva tal-e-qual, como se eu um dia fosse voltar para casa. E lá se vão – quantos mesmo? – sei lá, quinze vinte anos, qualquer coisa assim. Chove. Faz frio. É bom estar aqui. Tão bom. Me sinto protegido. Ficamos vendo velhas fotografias, bebendo vinho e rindo muito. Meu irmão Felipe vestiu um modelinho de couro negro e saiu “para dar uma prensa numa caixa de supermercado”. Márcia está tão bonita. E Rodrigo, meu sobrinho, que tem dois anos e não parece quase me desconhecer. Deixei-os vendo um filme antigo dos Beatles, Lennon repetindo “don´t let me down” – e agora percebo que meu inglês anda tão precário que não lembro se é d´ont ou don´t.Cansado, cansado. Quase não dormi. E não consigo tirar você da cabeça. Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo me-perdoe ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas. Mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho. Axé. Foi mau, ontem. Fui mau, também. Menos com você, mais comigo mesmo. Depois não consegui dormir. Me bati pela casa até quase oito da manhã. Teria telefonado para você, não fosse tão inconveniente. Acabei ligando para Grace, pedi paciência, chorei, contei, ouvi.
Não era nada com você. Ou quase nada. Estou tão desintegrado. Atravessei o resto da noite encarando minha desintegração. Joguei sobre você tantos medos, tanta coisa travada, tanto medo de rejeição, tanta dor. Difícil explicar. Muitas coisas duras por dentro. Farpas. Uma pressa, uma urgência.E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.
Te escrevo com um cigarro aceso e uma xícara de chá de boldo. A escrivaninha é muito antiga, daquelas que têm uma tampa, parece piano. Tem um pôster com Garcia Lorca na minha frente. Um retrato enorme de Virginia Woolf. E posso ver na estante assim, de repente, todo o Proust, e muito Rimbaud, e Verlaine, Faulkner, Ítalo Svevo, William Blake. Umas reproduções de Picasso. Outras de Da Vinci. Um biscuit com um pierrô tão patético. Uma pedra esotérica ainda de Stonehenge, Inglaterra, uma caixinha indiana. Todos os meus pedaços aqui. E você não me conhece, eu não conheço você.Te escrevo por absoluta necessidade. Não conseguiria dormir outra vez se não te escrevesse. Zelda, há também o único romance escrito por Zelda Fitzgerald, a mulher de Scott Fitzgerald, que morreu louca, um incêndio, um hospício. Chama-se “Save me the waltz”. “Reserve-me a valsa”, não é lindo? Lembra o Brahma, se se dançasse no Brahma.Please, save me the waltz.Fiz fantasias. No meu demente exercício para pisar no real, finjo que não fantasio. E fantasio, fantasio. Até o último momento esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena. Todas as cartas de amor são ridículas. Esse lugar confuso de que fala Caetano. E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti. Pedro Paulo me dizendo no ouvido “nunca vi essas luz nos seus olhos”.Eu não queria saber.
Tão artificial, tão estudado. Detesto ouvir minha voz no gravador ou ver minha imagem em vídeo. Sôo falso para mim mesmo. A calma, o equilíbrio, as palavras ditas lentamente, como se escolhesse. Raramente um gesto, um tom mais espontâneo. Tão bom ator que ninguém percebe minha péssima atuação.
Você compreende tudo isso?
Pausa. Campainha. O jornal de domingo. Desço, outro chá de boldo. Um comentário de Rubens Ewald sobre Aqueles dois, diz que é excelente, fala da “dignidade e tratamento delicado dado ao tema”. Lembro da crítica de Sérgio Augusto, de como fez mal por dentro. Já passou. Quando pergunto você-compreende-tudo-isso não estou subestimando você. Ah, deus, perdoe. Não sinto agressividade nenhuma em relação a você. E gosto das tuas histórias. E gosto da tua pessoa. Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, soma-las, diminui-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto.Dormi umas três horas e acordei ouvindo Quereres, de Caetano. Repeti, várias vezes, cada vez mais alto. Ah, bruta flor do querer. Discutia tanto com Ana Cristina César, antes que ela acolhesse a morte (acertadamente? Me pergunto até hoje, nunca sei responder): nossa necessidade fresca & neurótica de elaborar sofrimentos e rejeições e amarguras e pequenos melodramas cotidianos para depois sentar Atormentado & Solitário para escrever Belos Textos Literários.O escritor é uma das criaturas mais neuróticas que existem: ele não sabe viver ao vivo, ele vive através de reflexos, espelhos, imagens, palavras. O não-real, o não-palpável. Você me dizia “que diferença entre você e um livro seu”. Eu não sou o que escrevo ou sim, mas de muitos jeitos. Alguns estranhos.Não há nenhum subtexto nisto que te escrevo. Não acho bonito que a gente se disperse assim, só isso. Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais – e eu nasci praticamente no campo, até os 15 anos quase no campo, céu e campo. Não sei se a gente pode continuar amigo. Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como Outra pessoa, ou, o tempo todo, como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência. Estou tentando ser honesto e limpo. Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir. Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos, essa frugalidade das emoções.
Fico tomado de paixão. Há tempos não ficava.E toda essa peste, meu amigo. O que tem me mantido vivo hoje é a ilusão ou a esperança dessa coisa, “esse lugar confuso”, o Amor um dia. E de repente te proíbem isso. Eu tenho me sentido muito mal vendo minha capacidade de amar sendo destroçada, proibida, impedida, aos 36 anos, tão pouco. Nem vivi nada ainda. E não sou sequer promíscuo. Dum romantismo não pós, mas pré todas as coisas – um romantismo que exige sexualidade e amor juntos. Nunca consegui. Uns vislumbres, visões do esplendor. Me pergunto se até a morte – será? Será amor essa carência e essa procura de amor, nunca encontrar a coisa?Das minhas heterossexualidades, dois filhos mortos, não ficou nada. Das minhas homossexualidades, esse pânico lento e uma solidão medonha. A hora é tão grave.Vim pegar energia. Sim. Preciso ver a terra, preciso do horizonte do pampa. Já começa a agir, meus ombros se soltaram. Olhei no espelho e aquela ruga entre as sombrancelhas se desfez.Não quero me tornar uma pessoa pesada, frustrada, amarga. Não vou me tornar assim. Então vacilo, escorrego e a mania de perfeição virginiana e a estética libriana no dia seguinte me dizem “que vergonha, que vergonha, que vergonha”.Eu podia dizer que tinha/tínhamos bebido demais. Eu podia dizer que estava com tanto medo de vir para Porto Alegre. Eu podia contar a você dos meus últimos meses, oito, dez, doze horas por dia sobre a máquina de escrever, falando com quase ninguém. Sozinho, às vezes. Cantando também. Tudo isso, se eu te dissesse, talvez tivesse ajudado a doer menos em você.De repente me passa pela cabeça que você pode estar detestando tudo isso e achando longo e choroso e confuso. Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Tento não ficar assustado com a idéia que este tempo aqui é curto, que eu vou voltar a São Paulo e que talvez não veja mais você. Sei que não fico assustado demais, e enfrento, e reconstituo os pedaços, a gente enfeita o cotidiano – tudo se ajeita. Menos a morte.
Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas… Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo.Quando te falo da idade, quando te falo do tempo, e não tivemos tempo – queria te falar de Cronos, Saturno, da volta pelo Zodíaco quando se completa 30 anos. A tua estrela é muito clara, tem sinais bons na tua testa. Compreendo teu Plutão e a Lua encarcerados na casa XII – as emoções e paixões aprisionadas -, e também Urano, todo o impulso bloqueado. Na mesma casa, a do Karma, a dos espíritos que mais sofrem, tenho também o Sol, Mercúrio e Netuno. Somos muito parecidos, de jeitos inteiramente diferentes: somos espantosamente parecidos. E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura. Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de segurar a maçã no escuro. Me queira bem.Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.Com cuidado, com carinho grande, te abraço forte e te beijo,Caio F.p.s.: Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E amanhã tem sol.

sábado, 11 de agosto de 2012

Pai Nosso Em Formato de Afirmações Positivas


A Oração do Pai Nosso Em Formato de Afirmações Positivas no Tempo Presente: "Deus é a inteligência suprema que em mim e em tudo está!

Santifico tudo o que Deus é, porque Deus é tudo!

Deus é tudo em todos os lugares, tempos, direções e dimensões.

Eu já vivo no Reino de Deus. Porque tudo é parte dele.

A vontade de Deus e a minha vibram em sintonia na mesma frequência, e por isso, sempre são feitas.

Meu corpo e meu espírito estão sempre satisfeitos com tudo o que, por Deus, sempre me é concedido.

Por Deus minhas falhas são sempre perdoadas, pois eu tenho sempre perdoado a mão, que por vezes me ofende, me fere e me humilha.

Eu faço sempre tudo o que eu quero. Mas é claro, sempre consciente das possíveis consequências de meus atos.

Justamente por isso, eu só quero o melhor para mim e para todos.

Eu sou livre.

Eu sou livre de todo o pensamento e de toda a prática de qualquer mal.

Agradeço sempre a Deus por tudo!

Assim é.

E assim sempre será!!!"
Namastê _/\_

Aryel Fávero Greco

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A vida


Para os erros há perdão;
para os fracassos, chance;
para os amores impossíveis, tempo...
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
Sarah Westphal

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A alegria da doação


Quando você ofertar alguma coisa a alguém, faça isso de coração, nunca porque você espera que amanhã vá receber algo em troca.
Disso a vida se encarrega.
Quando você amar, ame intensamente.
Quando der uma esmola, doe e se esqueça.
Quando perdoar, perdoe incondicionalmente.
Os gestos que não são acompanhados de um sincero sentimento do coração, são vazios e inúteis e em nada engrandecem a você.
Mesmo que sejam pequenos os gestos que você expressar, que venham sempre acompanhados da alegria do seu coração.
Tais manifestações da alma, serão sempre recebidas com grande satisfação por quem os recebe.
Muitos bens materiais são perecíveis, ao passo que o bem que fazemos para o nosso próximo nos enriquece a alma eternamente.
Quando investimos na felicidade dos outros, sem saber estamos investindo na nossa própria felicidade.
A bondade é uma dádiva que todos recebem. Só que uns descobrem e outros não; uns utilizam e outros não. Isso faz uma grande diferença entre as pessoas.
Se você acha que é pobre demais para oferecer algo ao próximo é porque ainda não percebeu que tempo é realmente dinheiro, a riqueza que é seu sorriso e o valor que tem sua oração.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Amores eternos


Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.

Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão. Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...

Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.

Augusto Branco

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Para os erros há perdão;
Para os fracassos, chance;
Para os amores impossíveis, tempo.

Os erros marcam!
São facas!
Esfaqueiam e castram.

Perdão é uma invenção!
Se o Homem não tem coração!
Não irá deixar de vingar NÃO.

Dizer que os erros têm
Perdão,
É pura consolação.

Os erros alheios serão lembrados aos
Homens dianteiros (fábula da raposa e uvas)
Principalmente pelos
Canteiros (vivem nos cantos, andam pelos becos)

Mas os erros são uma versão,
Não combinam com o homem de
Razão.
O erro depende do lado da equação!

Os fracassos formam homens
Às vezes,
De aço!

Pode ser causado também
Por gente que na terra tem vocação de ser
Palhaço (autopunição).

O fracasso pode ser um
Mafioso abraço!
Pode ser no sapato
Um pedaço de pedra
Na sociedade,
A Serra do Espinhaço!

Ele pertence à própria pessoa,
Mas as pessoas ao redor lhes aumentam o
Espaço,
Pois a regra de sempre é:
Faça o que eu mando e não repare o que eu
Faço.

Mas os amores impossíveis,
O tempo basta.
Dizer isso é
Cachaça!
O tempo nada acha,
Nem rechaça!

Nas coisas dos outros,
Nunca se entrelaça,
O tempo ao contrario,
Os amores (desilusões),
Recalca.

Como amar é colocar asas,
E vôos alçar,
Pode-se enganar,
Descobrir que não é fácil
Acertar,
E que todas as formas anormais de
Amor,
É simples modo de falar (discurso),
Que o tempo não vai melhorar,
Pois o tempo é construção fictícia do homem,
Para a si e aos outros enganarem.

Sarah Westphal

sábado, 21 de abril de 2012

Vamos entender o que diz o nosso corpo


A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS, ou como O queiram chamar.

sábado, 24 de março de 2012

Acredito


Acredito que as pessoas aprendem com os próprios erros e com o tempo.
Acredito também que quem traiu uma vez e foi perdoado vai trair de novo.
Acredito que aquelas pessoas que vivem falando mal dos outros vão falar mal de você com esses outros.
Acredito que as pessoas só mudam por vontade própria e nunca pelo pedido de outra pessoa. Acredito que tudo que eu acredito hoje vai mudar com o tempo. E que, no futuro, talvez, eu acredite em menos coisas.
Ou em nada mais.

Brena Braz

domingo, 11 de março de 2012

Deixe a nuvem passar


Observe a sua mente tentando tirar a sua paz interior.
É apenas um velho condicionamento.
De repente você se pega relembrando de uma situação do passado e dizendo "eu deveria ter feito isso e aquilo", "foi muito desrespeito de fulano", "quem ele pensa que é".
As vezes surgem lembranças de situações desagradáveis do passado e as alimentamos de forma automática com comentários e pensamentos.
E outras vezes surgem discussões mentais que nem houveram.
Imaginamos o que deveríamos ter dito e também coisas que e o outro nem disse, mas que supomos que ele deve ter pensado.
É muita viagem mental.
Mais uma vez, ao se dar conta desses pensamentos, tenha muita paciência com você mesmo.
Aceite-os e procure não dar mais energia pra eles.
Pratique o perdão!

André Lima

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quem Sabe um Dia


Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois

Mário Quintana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sonhar


Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Chico Buarque

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Persiga um sonho


Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!

Fernando Pessoa

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Se


Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia…

Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas…

Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser…

Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo…

Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,

E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou…

Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio…

Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu…

Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia…

Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende…

Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim…

Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito…

Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz…

Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou…

Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos,
Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.

Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.

Hermogenes

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desapego


Liberte suas ideias, assim como quando respira profundamente e limpa seus pulmões. Liberdade e respiração caminham juntas, não há como se comunicar uma pessoa aprisionada a dogmas ou a conceitos que fogem da realidade do universo. Solte seus medos pelo ar que expira e chame sua força pelo ar que inspira, não permita que o apego a ideias com raízes na culpa e na obrigação transforme você em um ser irracional, que aceita tudo sem questionar e sem meditar a respeito.

Suas dúvidas e incertezas farão de você um ser que pretende evoluir, pois nada é por acaso, tudo tem sua hora e, para alcançar o próximo degrau, depende apenas da sua vontade de romper com a prisão do apego.

A prisão do apego é emocional quando os fatores envolvidos são posturas de vida, que proporcionam qualquer preconceito de toda ordem. Pense nisso, medite por longo período e comece a mudar conceitos de sua infância, de sua adolescência, de sua fase adulta, enfim, de qualquer época que arrasta poeira e barro na sua vibração como ser em evolução. Limpe seu comportamento com perdão a tudo e a todos. Limpe sua memória de mágoas e de passagens que não preenchem um bom currículo. Limpe todos os conceitos que um dia alguém ensinou porque hoje você acordou.

Graças ao universo superior, a cada dia uma nova oportunidade está surgindo à sua frente.

A prisão do apego material é sem dúvida algo a se pensar, pois aquele que não divide com o mundo o seu conteúdo e valor, aproveita pouco, sofre muito, vive em um mundo particular aonde as letras apenas são duas: EU.

Portanto, repito: Liberte suas ideias e rompa a prisão do apego. Seja feliz, um ser que brilha e sente o que realmente é valoroso. Seja alguém que realmente deixará para o mundo paz e amor, acima de conceitos e preconceitos. Seja um ser espiritual que, no fim do caminho, somará suas ideias ao mundo - e o mundo se somará ao seu caminho com luz e sabedoria.

Miriam Zelikowski Blog: www.reiki-cabala.blogspot.com.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Os bons e os maus resultados


"Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala."

José Saramago

domingo, 20 de novembro de 2011

Há momentos na vida…


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e
nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus
caminhos. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as
decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma
eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.

Clarice Lispector

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Os bons e os maus


Os bons e os maus resultados dos nossos ditos e obras vão-se distribuindo, supõe-se que de uma maneira bastante uniforme e equilibrada, por todos os dias do futuro, incluindo aqueles, infindáveis, em que já cá não estaremos para poder comprová-lo, para congratularmo-nos ou para pedir perdão, aliás, há quem diga que é isto a imortalidade de que tanto se fala.

José Saramago