Mostrando postagens com marcador delicadeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador delicadeza. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de agosto de 2012

O QUE ACONTECE NO MEIO


No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco, mas a que nos revela a nós mesmos.
Vida é o que existe entre o nascimento e a morte.

O que acontece no meio é o que importa. No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

Martha Medeiros

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fazendo as malas

Cada um tem um jeito de fazer as malas pra viajar.
Tem gente exagerada que enche a mala até estourar, com medo de ficar sem alternativa.
Tem gente que é mais prática: coloca o mínimo e corre até o risco de esquecer coisas necessárias.
Você já notou que, mesmo sem saber, a gente faz a mala todos os dias quando sai de casa?
É a mala do nosso espírito, que deve ser arrumada com muito cuidado.
No decorrer do dia, a gente precisa de coisas fundamentais, pra que a viagem fique confortável.
Tem coisa que não vale a pena carregar.
Rancor, impaciência, culpa e má vontade, por exemplo, pesam muito e ocupam espaço demais.
Não tem rodinha que ajude a carregar essa mala.
Mala boa de carregar deve ser feita assim: encha o fundo com bom humor, sempre.
Nos cantinhos, vá espalhando tolerância, otimismo e delicadeza...
Atenção e humildade também são itens indispensáveis.
Pode abusar de tudo isso, que a mala aguenta...
Procure levar também as lições boas que você aprende com as viagens diárias.
Alguém pode precisar disso...
E é sempre bom ter à mão histórias felizes pra contar.
Ah, tem mais uma coisa: sorriso, beijo e abraço funcionam como um excelente kit de primeiros socorros. Ele pode salvar o seu dia.
Então é isso...
Se você tem coisas boas pra encher a mala do seu espírito, vai perceber que, quanto mais cheia, mais leve ela fica.
E aí, você vai descobrir que a aventura de sair de casa pode ser muito divertida.

Texto de Lena Gino

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A arte de calar

Calar sobre sua própria pessoa é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio é covardia.
Calar diante da injustiça é fraqueza.
Calar quando o outro está falando é delicadeza.
Calar quando o outro espera uma palavra é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar é penitência.
Calar quando Deus nos fala no coração é silêncio.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Feliz Dia Internacional das Mulheres

Mulheres fracas, fortes.
Não importa.
Mulheres mostram que mesmo através da fragilidade
São fortes o bastante para erguerem sempre cabeça
Sem desistir, pois sabemos que somos capazes de vencer.

Temos a delicadeza das flores
A força de ser mãe,
O carinho de ser esposa,
Reciprocidade de ser amiga,
A paixão de ser amante,
E o amor por ser mulher!

Somos fêmeas guerreiras, vencedoras,
Somos sempre o tema de um poema
Distribuímos paixão, meiguice, força, carinho, amor.

Somos um pouco de tudo
Calmas, agitadas, lentas!
Vaidosas, charmosas, turbulentas.

Mulheres fortes e lutadoras.
Mulheres conquistadoras
Que amam e querem ser amadas
Elegantes e repletas de inteligência

Com paciência
O mundo soube conquistar.
Mulheres duras, fracas.
Mulheres de todas raças
Mulheres guerreiras
Mulheres sem fronteiras
Mulheres... mulheres...