Mostrando postagens com marcador Manoel Bandeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manoel Bandeira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O último poema


Assim eu quereria o meu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manoel Bandeira