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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

É proibido


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Atitude


Quer emagrecer?
Caminhe todos os dias, pare de dizer que não tem dinheiro para a academia.
A rua é livre, de graça e está te esperando, seja noite, seja dia.
Quer um novo emprego?
Estude algo novo, aprenda um pouco mais do seu ofício, faça a diferença e as empresas vão correr atrás de você!
Quer um novo amor?
Saia para lugares diferentes assista a um bom filme, leia um bom livro, abra a cabeça, mude os pensamentos, e o amor vai te encontrar no metrô, no ônibus, na calçada, e em qualquer lugar, pois você será de se admirar.
Pessoa que encanta só de olhar...
Quer esquecer alguém que te magoou?
Enterre as lembranças e o infeliz!
Valorize-se criatura!
Se você se valoriza, sabe quanto vale, sabendo quanto vale não se troca por qualquer coisa.
Se alguém te deixou é porque não sabe o seu valor.
Logo, enterre a criatura no lago dos esquecidos.
E rumo ao novo que o novo é sempre mais gostoso...
Quer deixar de dever?
Pare de comprar.
Não faça dívida para pagar dívidas!
Nunca! Jamais!
Faça poupança e peça para o povo esperar.
“Devo, não nego, pago quando puder.”
Assim, a cabeça fica livre e você vai trabalhar.
Em breve, não terá mais nada para pagar...
Quer esquecer uma mágoa?
Limpe o seu coração, esvazie-se...
Quem tem equilíbrio não guarda mágoas.
Só as pessoas com problemas emocionais é que se ressentem.
Ficam guardando uma dor, alimentando como se fosse de estimação.
Busque o equilíbrio emocional. Doe-se, ame mais e tudo passa.
Quer viver bem?
Ame-se!
Felicidade é gratuita, não custa nada.
É fazer tudo com alegria, nos mínimos detalhes.
Pergunte-se e se achar resposta que te satisfaça, comece tudo de novo:
- Pra que 2 celulares (1 pra cada orelha?)?
- Pra que 3 computadores, se não tem uma empresa?
- 4 carros?
- 6 quartos se é você e mais 1 ou 2?
- 40 pares de sapato, se tem apenas 2 pés?
A vida pede muito pouco e nós precisamos de menos ainda.
Acorde enquanto é tempo e comece a mudança, antes que o tempo venha e apite o final do seu jogo!
Espero que você pelo menos tenha vencido a partida.
Seja feliz!

sábado, 31 de março de 2012

Olho gordo


A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.

Engraçado é que nunca, nem um só dia sequer, alguém chegou pedindo-me ajuda para se libertar da inveja que sentia dos outros. Será que só existem invejados? Onde estarão os invejosos? E o pior é quando consulto o oráculo e ele me diz que os problemas apresentados não são decorrentes de inveja, a pessoa fica enfurecida.

Percebo logo que existe ali uma profunda insegurança, que gera uma necessidade de autovalorização. Se isso ocorresse apenas algumas vezes, menos mal, o problema é que esse comportamento é uma constante.
Isso me leva a pensar que cada pessoa precisa olhar dentro de si, tentar perceber em que grau a inveja existe dentro dela, para assim buscar controlar e emanar este sentimento, de modo que ela não venha a atuar de maneira prejudicial ao outro, mas principalmente a si, pois qualquer energia que emitimos, reflete primeiro em nós mesmos.

Uma fábula sobre a inveja serve para nossa reflexão: Uma cobra deu para perseguir um vagalume, cuja única atividade era brilhar. Muito trabalho deu o animalzinho brilhante à insistente cobra, que não desistia de seu intento.
Já exausto de tanto fugir e sem possuir mais forças o vagalume parou e disse à cobra: –Posso fazer três perguntas?
Relutante a cobra respondeu: –Não costumo conversar com quem vou destruir, mas vou abrir um precedente. O vagalume então perguntou: -Pertenço à sua cadeia alimentar? - Não, respondeu a cobra. –Fiz algum mal a você-? -Não, continuou respondendo a cobra. -Então por que me persegue? -perplexo, perguntou o brilhante inseto. A cobra respondeu: –Porque não suporto ver você brilhar, seu brilho me incomoda.

Ingênuas as pessoas que pensam que o brilho do outro tem o poder de ofuscar o seu. Cada um possui seu brilho próprio, que deve estar de acordo com sua função. Existem até pessoas cujas funções requerem simplicidade, onde o brilho natural só é percebido através do reflexo do olhar do outro.

Lembro-me de uma garotinha de apenas 10 anos de idade que a mãe me procurou para ajudá-la, pois ela ficava furiosa quando não tirava nota dez na escola.
Comportamento que fazia com que seus coleguinhas se afastassem dela.
Algumas tardes eu passei conversando com a garota. Um dia ela chegou me dizendo que não apresentava mais o referido problema, que até tirou nota dois e não se incomodou.

Fiquei muito feliz, cheguei mesmo a ficar vaidosa, pois acreditei que aquela nova atitude era resultado de nossas conversas. Foi quando ela me disse:-Sabe por que não me incomodei de tirar nota dois, Mãe Stella? Ansiosa, perguntei:-Por quê? Ao que ela me respondeu: –Porque o resto da turma tirou nota um. Rimos juntas da minha pretensa sabedoria de conselheira e do natural instinto de vaidade que ela possuía e que muito trabalho teria para domá-lo. O desejo que a garota possuía de brilhar mais do que os outros, com certeza atrairia para ela muitos problemas. Afinal, ela não queria ser sábia, ela queria ser vista.

O caso contado anteriormente fez lembrar-me de outro que eu presenciei, onde uma senhora repleta de ouro insistia em me dizer que as pessoas estavam olhando para ela com inveja. Cansada daquele queixume, disse-lhe que quem não quer ser visto, não se mostra.

A inveja é popularmente conhecida com olho gordo. Se não queremos ser atingidos pelo olho gordo do outro, devemos cuidar para que nossos olhos emagreçam, não deixando que eles cresçam com o desejo de possuir o alheio.
Já que fazemos dieta para nossos corpos serem saudáveis, devemos também fazer dieta para nossos olhos, pois eles refletem a beleza da alma. A tendência agora é, portanto, olhos magrinhos, mas não anoréxicos, pois alguns desejos eles precisam ter, de preferência desejos saudáveis.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá

quarta-feira, 28 de março de 2012

O karma


O karma não é uma dívida de sofrimento, é uma dívida de aprendizado. Enquanto você não aprende o que tem que aprender, a situação se repete. Quando você integra o aprendizado, a repetição deixa de acontecer. E, integrar o aprendizado, muitas vezes, significa ter coragem de tomar uma atitude.

Muitas religiões distorceram esse ensinamento do karma. Elas entendem o karma como uma dívida de sofrimento: “Tenho que sofrer e nada posso fazer; tenho que pagar por isso porque é meu karma”. Isso é uma distorção. Muitas vezes, o sofrimento é inevitável porque você não pode absorver o aprendizado que aquela situação está querendo te ensinar. Quando você absorve o aprendizado, a repetição desaparece. ”

Sri Prem Baba

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sabe qual é meu sonho secreto?


Sabe qual é meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia.
Que um dia imagine o quanto teria sido ótimo estar ao meu lado, mesmo quando eu estava gripada. No entanto, sei que você está a cada dia que passa mais fugidio. E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida.
Que me levaram a viver esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. Constrange-me existir esse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita, sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. Nunca precisei aborrecer ninguém antes, então atuo por instinto, cansando-me facilmente. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude.

Fernanda Young

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Inveja


Todas as mulheres teriam muito a falar sobre como invejam suas semelhantes, bem como dificilmente assumem tal atitude. Pelo contrário: Fazem piadas das qualidades que vêem nas outras mulheres e não de si mesmas.

Quer saber como tudo começou? Abaixo a história de mitologia grega que tenta explicar.

Na mitologia

Atena, filha de Zeus, era só beleza e habilidade. Dominava atividades intelectuais, e manipulava com maestria diversas ferramentas como o machado, o arado, o jugo de bois, a roda, as velas de barco, habilidades que passou aos homens mortais. Às mulheres, ensinou a fiar e a tecer. Atena também era muito ciumenta.

Aracne era uma jovem nada humilde que vivia na Lídia, onde tecia toda espécie de maravilhas. Elogiava a si própria como sendo a melhor tecelã de todos os tempos. Melhor até que a própria Atena. Como o jornal do Olimpo chegava à sua casa todos os dias, Atena ouviu o comentário e perguntou: Como podia uma reles mortal se atrever a ser melhor do que a própria deusa que inventou o tear, a roca e o fuso?

Atena desceu do Olimpo, bateu à porta da casa de Aracne e assim que a porta se abriu, ela viu uma mulher alta e tão incrivelmente linda que pensou em se tratar de uma deusa. E era. Atena confrontou Aracne e a profetizou de morte, mas Aracne ofereceu, antes de sua execução, um manto de presente à deusa.

Sensibilizada, Atena desafiou Aracne a uma disputa. Elas teriam sete dias para tecer o que quisessem, tendo os próprios conterrâneos como juízes. Caso a mortal vencesse, a punição seria cancelada. A disputa foi apertada, pois ambas tinham excelentes habilidades no tear. Atena fez um manto para Zeus, seu pai, com as cores do crepúsculo. Aracne teceu um manto tão leve quanto as nuvens. Quando as tapeçarias ficaram prontas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus. Claro que Atena ganhou a disputa.

Ao subir novamente ao Olimpo, a deusa disse: "Você está sendo destruída pelo próprio valor que possui. Seu talento lhe picou como um escorpião, envenenando-a".

O tema de sua tapeçaria era a ruína de Aracne, Atena ficou tão enraivecida que rasgou em pedaços o trabalho e induziu Aracne a se enforcar. Depois, sentindo pena, Atena deixou Aracne viver e transformou-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

Moral da história

A mulher tem grande dificuldade em lidar com pessoas com qualidades superiores às que ela possui. Ao ser confrontada, a mulher tende a racionalizar como disputa pessoal, vê perigo eminente na disputa por um cargo, por um homem ou até pela relação com uma pessoa de cargo superior. Não gostamos quando somos comparadas ou desafiadas, pois não fomos educadas a como usar determinadas ferramentas para sobreviver na disputa.

Quer uma orientação? Que tal usarmos nossas habilidades tecendo concórdia, elaborando projetos de conciliação de equipe, manuseando as ferramentas disponíveis para o nosso crescimento pessoal?

Sinergia, informação, conhecimento, busca de oportunidades, rede de relacionamento (networking), participação em eventos, workshops, são apenas algumas ferramentas de guerrilha contra a deusa da inveja: O sucesso alheio.

Fádua Sleiman
Site: www.faduasleiman.com.br.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dalai Lama


"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Essas atitudes se reflerirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Desse ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto."

Dalai Lama

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nosso subconsciente

Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.
As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.
A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.
Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.
Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso.
Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.
Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia.
Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.
Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa. Pense nisso.

Zíbia Gasparetto

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A mulher boazinha


Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um
desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.

Martha Medeiros

sábado, 18 de setembro de 2010

Calendário

Hoje vou apagar do meu calendário dois dias:
Ontem e Amanhã!
Ontem foi para aprender!
Amanhã será uma conseqüência do que posso fazer hoje.
Hoje enfrentarei a vida com a convicção de que este dia nunca mais retornará.
Hoje é a última oportunidade que tenho de viver intensamente.
Já que ninguém me assegura que amanhã verei o amanhecer.
Hoje terei coragem para não deixar passar as oportunidades que se apresentam, que são as minhas chances de triunfar!
Hoje aplicarei a minha riqueza mais apreciada:
O meu tempo!
Meu trabalho mais transcendental:
A minha vida!
Passarei cada minuto apaixonadamente para transformar este dia num único e no melhor dia da minha vida!
Hoje vencerei cada obstáculo que surgir no meu caminho acreditando que vencerei!
Hoje resistirei ao pessimismo e conquistarei o mundo com um sorriso com uma atitude positiva esperando sempre o melhor!
Hoje farei de cada humilde tarefa uma sublime expressão!
Hoje terei meus pés sobre a terra compreendendo a realidade!
E as estrelas cintilarão para inaugurar o meu futuro.
Hoje usarei o tempo para ser feliz!
Deixarei as minhas pegadas e a minha presença nos corações queridos!
Venha viver comigo uma nova estação onde sonharemos que tudo o que nos propomos pode ser possível!
E ousaremos brindar a próxima manhã...
Com a certeza de um dia melhor!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Autoestima = Atitude!

Autoestima = Atitude!
Você pode pensar: como assim? Vou explicar.
Você é linda mesmo que esteja com uns quilinhos a mais, sem o cabelo da moda ou a pele que pediu a Deus. Se você tiver atitude no andar, ao ficar em pé, no movimento do tronco e dos braços em harmonia com as mãos, que por sua vez se harmonizam com seus cabelos e com seus ombros que sustentam bem uma postura ereta, de mulher segura, aí sim você é linda!
Não existe um corpo perfeito.
Existe uma atitude perfeita!
Se tiver uma atitude segura de ser, se sentirá mais sensual, os olhares serão todos pra você e quando você escutar alguém do outro lado da rua dizer "Maravilhosa", vai sorrir e nem olhará para trás pra saber que era com você, pois terá certeza de que só podia ser com você! Isso é ter autoestima, é namorar consigo mesma, é aquela velha e sábia frase: você tem que se amar para permitir que alguém te ame.
Os homens percebem quando uma mulher se gosta e ficam atentos a ela. Isso não tem a ver com nenhum padrão de beleza, não! Uma mulher segura de si e que tem uma atitude de amor próprio é como se carregasse um imenso luminoso dizendo: "Vem que eu sou feliz e quero dividir o prazer de viver com você!"
Você se ama quando aprende a valorizar o que tem de melhor: os olhos brilhando, a energia fluindo, o sorriso largo, a gargalhada fácil. Isso não se compra, isso se adquire com autoconhecimento, com ter prazer em estar consigo mesma. Quem nunca conheceu uma pessoa que não era a mais maravilhosa da turma, mas mesmo assim era contagiante, conquistava amizades e chamava a atenção dos homens como ninguém? Essa pessoa possuía uma atitude segura! Isso é ser irresistível.
O raciocínio é simples: o autoconhecimento te dá atitude de ser, de viver, e com ele vem a autoestima, o se amar, ser mais leve. Com isso você ganha a energia, o brilho. Pronto! Sem mais crises de baixa-estima, sem mais insegurança!
Aqui vai uma dica importante: se você é mãe, comece desde já a alimentar a autoestima de sua criança. Diga como ela é linda, como é inteligente, enfim, ela precisa desse alimento para se tornar um adulto mais seguro com a autoestima fortalecida, o que vai ajudá-lo muito no futuro.
Quando a gente cresce ouvindo que podemos ser o que decidimos ser, que somos belos do nosso jeito e que somos importantes, depois de adultos, nenhuma adversidade vai ser mais forte que nossa lembrança do passado de que sim, podemos ser o que quisermos.
E lembre-se: uma pessoa com uma boa autoestima, além de ser mais feliz, faz as outras pessoas mais felizes também.
Fatima Repanas (texto da terapeuta holística)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Ser chique é uma questão de atitude

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como atualmente.

A verdade é que ninguém é chique por decreto.

E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão a venda. Elegância é uma delas.

Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupas recheado de grifes importadas. Muito mais que um belo carro alemão.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta.

Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes. Mas que, sem querer, atrai todos os olhares, porque tem brilho próprio.

Chique mesmo é quem é discreto, não faz perguntas inoportunas, nem procura saber o que não é da sua conta.

Chique mesmo é parar na faixa de pedestre e abominar a mania de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e as pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder nunca. Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar no olho do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados a mesa do restaurante e prestar verdadeira atenção à sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra. É ser grato a quem lhe ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, mas ficar feliz ao ser prestigiado.

Mas para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre do quanto que a vida é breve e de que vamos todos para o mesmo lugar.

Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se cruzar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem.

Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!

Texto de o livro "A quem interessar possa", de Gilka Aria