Mostrando postagens com marcador inveja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inveja. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Um dia você vai descobrir


Um dia você vai descobrir que as pessoas só te atacam quando se sentem ameaçadas, e que o principal motivo que leva alguém a não gostar e criticar você, é exatamente a inveja e a incapacidade dela não conseguir ser igual a você. Afinal, quem acha feio simplesmente ignora, agora, quem critica, sabe que jamais vai conseguir chegar aos seus pés. Ninguém inveja o feio, nem odeia o fraco.

domingo, 24 de junho de 2012

Podem dizer


Pode tudo acontecer,
Mas nada me afastará de você,
Nem, a mas língua provocará
Meu jeito de te amar.

Podem dizer,
Que enlouqueci,
Pois em teus braços,
Perco-me em loucuras.

Pode haver preconceito, inveja.
Falação, mas nada afetará,
Nossa relação.
Suas raízes já se enraizaram,
Em meu coração.

Podem falar, o que quiser,
Mas não deixarei, de ser tua mulher,
Enquanto você quiser,
Teus olhos indicam, bem-me-quer.

Podem dizer que é
Muita teimosia, do real,
Fazer você, minha fantasia.
Pois, é essa alegria que contagia.
Saber, que tenho você,
Ao meu lado, noite e dia.

Não me importo,
O que falam de você.
Eu,... melhor que todos
Conheço-te, bem,
Isso já me, basta!
Por isso, não me aborreço!
Eu te amo!

A Flor de Lis

sábado, 12 de maio de 2012

Então delete...


Então delete, tudo aquilo que não valeu a pena. Quem mentiu, quem enganou seu coração, quem teve inveja, quem tentou destruir você, quem usou máscaras, quem te magoou, quem te usou e nunca chegou a saber quem realmente você é.

Caio Fernando Abreu

terça-feira, 17 de abril de 2012

Do cume da montanha


Quanta beleza reside num coração que deseja entregar o melhor de si à humanidade! A boa vontade em servir transforma cada ser em luz intensa como farol a clarear o caminho dos que passam ao redor. Seja esta luz, permita que o melhor de ti desabroche e encante a todos que te rodeiam. E que este encantamento seja revestido da simplicidade, uma das mais belas pérolas contidas na coroa dos que reinam na paz, na justiça e na verdade.
Assuma teu reino de Amor com força e coragem, pois estarás protegido da inveja e da maldade. O Amor te transforma em alquimista capaz de influenciar tudo e a todos com o perfume inebriante deste poderoso sentimento.
O aroma de rosas que ora invade o ambiente é fruto dos melhores sentimentos que cultivas. Deixa que este perfume eleve os companheiros de estrada, despertando bons sentimentos e pensamentos altruistas. Seja um influenciador da humanidade, com o carisma dos sábios e dos humildes, levando o exemplo dos destemidos, a perseverança dos guerreiros e a entrega dos amantes.
Seja um iluminado, apontando caminhos e soluções para si mesmo, pisando com segurança e firmeza na estrada que projetaste e que te levará ao cume da montanha. E que lá do alto possas vislumbrar a paisagem, a beleza, reduzindo a dimensão dos problemas que ficaram embaixo.
Na realidade, tudo é uma questão de como encaramos os desafios. Olha com distanciamento para os teus. E eles ficarão pequenos, porque te colocaste acima deles, avistando-os do cume da montanha.

Luz e paz!

Maria Rosa (mensagem psicografada pela médium Cristina Barude, Salvador, 12.04.12)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Prosa Patética


Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes têm me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.

O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja, nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça.

Viviane Mosé

sábado, 31 de março de 2012

Olho gordo


A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.

Engraçado é que nunca, nem um só dia sequer, alguém chegou pedindo-me ajuda para se libertar da inveja que sentia dos outros. Será que só existem invejados? Onde estarão os invejosos? E o pior é quando consulto o oráculo e ele me diz que os problemas apresentados não são decorrentes de inveja, a pessoa fica enfurecida.

Percebo logo que existe ali uma profunda insegurança, que gera uma necessidade de autovalorização. Se isso ocorresse apenas algumas vezes, menos mal, o problema é que esse comportamento é uma constante.
Isso me leva a pensar que cada pessoa precisa olhar dentro de si, tentar perceber em que grau a inveja existe dentro dela, para assim buscar controlar e emanar este sentimento, de modo que ela não venha a atuar de maneira prejudicial ao outro, mas principalmente a si, pois qualquer energia que emitimos, reflete primeiro em nós mesmos.

Uma fábula sobre a inveja serve para nossa reflexão: Uma cobra deu para perseguir um vagalume, cuja única atividade era brilhar. Muito trabalho deu o animalzinho brilhante à insistente cobra, que não desistia de seu intento.
Já exausto de tanto fugir e sem possuir mais forças o vagalume parou e disse à cobra: –Posso fazer três perguntas?
Relutante a cobra respondeu: –Não costumo conversar com quem vou destruir, mas vou abrir um precedente. O vagalume então perguntou: -Pertenço à sua cadeia alimentar? - Não, respondeu a cobra. –Fiz algum mal a você-? -Não, continuou respondendo a cobra. -Então por que me persegue? -perplexo, perguntou o brilhante inseto. A cobra respondeu: –Porque não suporto ver você brilhar, seu brilho me incomoda.

Ingênuas as pessoas que pensam que o brilho do outro tem o poder de ofuscar o seu. Cada um possui seu brilho próprio, que deve estar de acordo com sua função. Existem até pessoas cujas funções requerem simplicidade, onde o brilho natural só é percebido através do reflexo do olhar do outro.

Lembro-me de uma garotinha de apenas 10 anos de idade que a mãe me procurou para ajudá-la, pois ela ficava furiosa quando não tirava nota dez na escola.
Comportamento que fazia com que seus coleguinhas se afastassem dela.
Algumas tardes eu passei conversando com a garota. Um dia ela chegou me dizendo que não apresentava mais o referido problema, que até tirou nota dois e não se incomodou.

Fiquei muito feliz, cheguei mesmo a ficar vaidosa, pois acreditei que aquela nova atitude era resultado de nossas conversas. Foi quando ela me disse:-Sabe por que não me incomodei de tirar nota dois, Mãe Stella? Ansiosa, perguntei:-Por quê? Ao que ela me respondeu: –Porque o resto da turma tirou nota um. Rimos juntas da minha pretensa sabedoria de conselheira e do natural instinto de vaidade que ela possuía e que muito trabalho teria para domá-lo. O desejo que a garota possuía de brilhar mais do que os outros, com certeza atrairia para ela muitos problemas. Afinal, ela não queria ser sábia, ela queria ser vista.

O caso contado anteriormente fez lembrar-me de outro que eu presenciei, onde uma senhora repleta de ouro insistia em me dizer que as pessoas estavam olhando para ela com inveja. Cansada daquele queixume, disse-lhe que quem não quer ser visto, não se mostra.

A inveja é popularmente conhecida com olho gordo. Se não queremos ser atingidos pelo olho gordo do outro, devemos cuidar para que nossos olhos emagreçam, não deixando que eles cresçam com o desejo de possuir o alheio.
Já que fazemos dieta para nossos corpos serem saudáveis, devemos também fazer dieta para nossos olhos, pois eles refletem a beleza da alma. A tendência agora é, portanto, olhos magrinhos, mas não anoréxicos, pois alguns desejos eles precisam ter, de preferência desejos saudáveis.

Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A "Normose" é o Novo Mal do Século


"Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.
O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.
Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.
O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.
Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."

Martha Medeiros (05.08.07-Jornal Zero Hora-P.Alegre-RS)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Celebrar o envelhecimento


"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto ao chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras: 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa "morrer jovem".
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos
os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa...
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

Regina Brett

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As mulheres são mesmo um mistério


Tenho pensado cada vez mais acerca da condição feminina. Trata-se de um dos poucos temas da psicologia das pessoas normais sobre o qual nunca escrevi um texto longo – e estou me preparando para fazê-lo. Tenho lido muito a respeito e tenho visto como é pobre a visão que, homens e mulheres, têm de si mesmos – principalmente as mulheres. A dificuldade de homens entenderem as mulheres e vice-versa é mais fácil de aceitar porque temos enorme dificuldade de lidar com diferenças.

As diferenças sempre provocam tendência a comparações. O curioso nas comparações entre homens e mulheres é que quase todos os homens se sentem por baixo, inferiores, a elas. As mulheres variam mais quanto a este aspecto e pelo menos uma boa metade acha a condição feminina mais favorável. É claro que aquele que, ao se comparar, se sentir por baixo, desenvolverá a hostilidade agressiva própria da inveja. O papel da inveja na associação entre o sexo e a agressividade é muito relevante e isso é bem claro para mim já há uns 20 anos.

A nossa época é difícil de ser entendida e as generalizações são perigosíssimas. Existem pessoas pertencentes a pelo menos 3 gerações distintas que se sucederam ao longo dos últimos 30 anos. Existem, por exemplo, os homens que, tendo mais de 35-40 anos de idade, continuam a manifestar todos os comportamentos tradicionais de machismo agressivo ou de reverência intimidada diante das mulheres, especialmente as que lhes despertam o desejo sexual. Existem os homens que hoje estão entre 20 e 35 anos que estão totalmente perplexos e perdidos e não sabem muito bem como se posicionar. Tendem a ver as mulheres de forma mais igualitária, respeitando-as profissionalmente; porém, ainda invejam o poder sensual delas e isso determina duas tendências: uma delas é a de continuar a agir, ainda que de forma disfarçada, da maneira mais tradicional que escrevi a respeito dos mais velhos; a outra maneira é tentar imitar o modo de ser delas, tentando despertar o desejo delas por meio do aprimoramento de suas aptidões físicas; são os que freqüentam as academias, usam cremes, gastam bastante em roupas e outros adornos.

O terceiro grupo é o dos jovens de menos de 20 anos. Estes estão numa boa. Vêem as mulheres reais apenas como parceiras românticas e se interessam sexualmente por elas apenas quando estão namorando. Quando estão sozinhos, se valem das facilidades derivadas do farto material pornográfico à disposição. Não freqüentam as prostitutas e não têm muito interesse no sexo casual. Preferem o sexo virtual ou o sexo no contexto amoroso. Não são paqueradores e não se sentem por baixo pelo fato de não provocarem o desejo das mulheres porque estão sempre muito satisfeitos sexualmente graças aos seus “programas virtuais”. Costumam ser moços serenos e até mesmo um pouco preguiçosos, pois não sentem que precisam fazer muita força ou ter muito sucesso para terem acesso às moças que, não sendo assediadas, passaram a assediá-los – ou a tentar trocar carícias com outras moças.

E as mulheres? Não tenho a impressão de que é possível agrupá-las em 3 tipos – e seus subgrupos – como fiz com os homens. Parecem portadoras de uma multiplicidade que nem elas entendem. Os homens as invejam porque consideram que elas teriam uma enorme facilidade para o sexo casual já que estão sempre sendo paqueradas por alguém (o que não acontece com eles, que têm que ir atrás). A grande maioria delas não se interessa por isso apesar de adorarem se exibir e atrair olhares. Parece que o prazer exibicionista é suficiente para elas, o que não faz o menor sentido para os homens.

Outras têm medo de sua exuberância sexual e tratam de se deformar: engordam demais justamente na mocidade, descuidam de outros elementos de sua aparência. Outras se queixam da falta de orgasmo e a grande maioria nem percebe que o orgasmo não lhes provoca a saciedade parecida com a que acontece com a ejaculação masculina. Buscam mesmo é o sexo associado ao amor e fazem, cada vez mais, o discurso pela igualdade que pede o sexo sem compromisso. Isso justamente quando os homens jovens estão se desinteressando disso. Mulheres homossexuais, diferentemente dos homens, preferem relações estáveis e duradouras. Mulheres heterossexuais sozinhas buscam parceiros na noite e sempre se decepcionam quando não há continuidade. Apesar disso, continuam dizendo que é legal este jogo de sedução e paquera. Muitas são sinceras e se declaram desinteressadas disso e claramente buscando um parceiro fixo. Outras mulheres se divertem de verdade com o sexo casual e as suas amigas as invejam e não sabem porque não são como elas. Umas gostam de tomar a iniciativa na paquera enquanto que outras acham isso terrível.

Bem, basta de confusão por hora. Gostaria de deixar claro que isso é apenas o início da conversa porque as mulheres parecem ser portadoras de uma multiplicidade que surpreende a elas mesmas. A pergunta de Freud "-Afinal, o que querem as mulheres?" parece que não será respondida facilmente; e talvez seja mais difícil para elas dar a resposta do que para um observador masculino.

Flávio Gikovate

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Inveja


Todas as mulheres teriam muito a falar sobre como invejam suas semelhantes, bem como dificilmente assumem tal atitude. Pelo contrário: Fazem piadas das qualidades que vêem nas outras mulheres e não de si mesmas.

Quer saber como tudo começou? Abaixo a história de mitologia grega que tenta explicar.

Na mitologia

Atena, filha de Zeus, era só beleza e habilidade. Dominava atividades intelectuais, e manipulava com maestria diversas ferramentas como o machado, o arado, o jugo de bois, a roda, as velas de barco, habilidades que passou aos homens mortais. Às mulheres, ensinou a fiar e a tecer. Atena também era muito ciumenta.

Aracne era uma jovem nada humilde que vivia na Lídia, onde tecia toda espécie de maravilhas. Elogiava a si própria como sendo a melhor tecelã de todos os tempos. Melhor até que a própria Atena. Como o jornal do Olimpo chegava à sua casa todos os dias, Atena ouviu o comentário e perguntou: Como podia uma reles mortal se atrever a ser melhor do que a própria deusa que inventou o tear, a roca e o fuso?

Atena desceu do Olimpo, bateu à porta da casa de Aracne e assim que a porta se abriu, ela viu uma mulher alta e tão incrivelmente linda que pensou em se tratar de uma deusa. E era. Atena confrontou Aracne e a profetizou de morte, mas Aracne ofereceu, antes de sua execução, um manto de presente à deusa.

Sensibilizada, Atena desafiou Aracne a uma disputa. Elas teriam sete dias para tecer o que quisessem, tendo os próprios conterrâneos como juízes. Caso a mortal vencesse, a punição seria cancelada. A disputa foi apertada, pois ambas tinham excelentes habilidades no tear. Atena fez um manto para Zeus, seu pai, com as cores do crepúsculo. Aracne teceu um manto tão leve quanto as nuvens. Quando as tapeçarias ficaram prontas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus. Claro que Atena ganhou a disputa.

Ao subir novamente ao Olimpo, a deusa disse: "Você está sendo destruída pelo próprio valor que possui. Seu talento lhe picou como um escorpião, envenenando-a".

O tema de sua tapeçaria era a ruína de Aracne, Atena ficou tão enraivecida que rasgou em pedaços o trabalho e induziu Aracne a se enforcar. Depois, sentindo pena, Atena deixou Aracne viver e transformou-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

Moral da história

A mulher tem grande dificuldade em lidar com pessoas com qualidades superiores às que ela possui. Ao ser confrontada, a mulher tende a racionalizar como disputa pessoal, vê perigo eminente na disputa por um cargo, por um homem ou até pela relação com uma pessoa de cargo superior. Não gostamos quando somos comparadas ou desafiadas, pois não fomos educadas a como usar determinadas ferramentas para sobreviver na disputa.

Quer uma orientação? Que tal usarmos nossas habilidades tecendo concórdia, elaborando projetos de conciliação de equipe, manuseando as ferramentas disponíveis para o nosso crescimento pessoal?

Sinergia, informação, conhecimento, busca de oportunidades, rede de relacionamento (networking), participação em eventos, workshops, são apenas algumas ferramentas de guerrilha contra a deusa da inveja: O sucesso alheio.

Fádua Sleiman
Site: www.faduasleiman.com.br.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Aprendendo a curtir os verdadeiros prazeres positivos


OS PRAZERES DO CORPO - Vive bem quem consegue superar mais ou menos rapidamente as dores inexoráveis da nossa condição e que tem os meios necessários para viver próximo do ponto de equilíbrio, usufruindo de um bem-estar bastante gratificante. Esses são ingredientes essenciais à felicidade. Ela seria incompleta e desinteressante se fosse composta apenas disso. A ela se agregam os prazeres positivos, aqueles que não dependem da existência prévia de nenhum tipo de desconforto ou dor.

O exemplo mais típico de um prazer positivo é a excitação sexual: saímos do zero, do bem-estar, para um estado de inquietação sentido como extraordinariamente agradável. Sentimos a excitação e somos conscientes disso. Quando ela é muito intensa pode até mesmo interromper o processo de pensamento, determinando um estado de êxtase efêmero, mas suficientemente gratificante para justificar a busca insistente do prazer erótico por parte de quase todo o mundo.

A excitação sexual se manifesta a partir da estimulação táctil das zonas erógenas tanto quando elas são praticadas individualmente como também quando elas derivam de trocas de carícias entre duas pessoas. Nos homens, a excitação pode depender também de estímulos visuais, sem que haja nenhum tipo de contato. Os objetos de desejo sexual são de natureza muito diferente dos objetos amorosos, pois são múltiplos e indiscriminados; e nem sempre estão em sintonia com os sentimentos amorosos. O objeto do amor é muito específico, de modo que penso que só neste caso cabe falar em efetiva relação. As trocas de carícias eróticas são chamadas de relações sexuais, mas não sei se chegam a ser mesmo “relações” – isso quando acontecem fora do envolvimento amoroso.

A questão sexual é extraordinariamente complexa em nossa espécie por diversos motivos. Como as “relações sexuais” podem determinar a reprodução, sempre estiveram fortemente regulamentadas. Sempre foram mal vistas por certas correntes religiosas por serem fonte de grandes prazeres. Além disso, contém mais um ingrediente, este sim difícil de ser equacionado. Estou me referindo à vaidade, ao prazer erótico relacionado com o exibicionismo, com o atrair olhares de admiração e eventualmente de desejo, com o ato de se destacar. O destaque pode acontecer por força da beleza ou outras competências físicas extraordinárias. Ele pode se manifestar também em outras áreas, como nas realizações profissionais, artísticas ou intelectuais. Atraem a admiração e despertam uma excitação muito grande na pessoa que consegue se sobressair.

Penso na vaidade como o mais complicado elemento da nossa subjetividade. Ela é responsável pela busca de notoriedade, de chamar a atenção, da pessoa se sobrepor às outras. Acontece que aquelas que não conseguem igual destaque – e que são a maioria – se sentem diminuídas, incomodadas, invejosas e revoltadas. O destaque implica sempre na presença de propriedades incomuns, privilégio de uma minoria. Constituem-se assim as “felicidades aristocráticas”, relacionadas com a beleza física, com dotes atléticos espetaculares, com uma inteligência privilegiada, algum dote artístico valorizado ou mesmo a posse de muitos bens materiais. Elas podem fazer bem aos que as possuem, mas desequilibram as sociedades, gerando ondas de hostilidade invejosa insolúveis.

O sexo é prazer físico positivo por excelência e, por meio da vaidade, pode contaminar também os prazeres intelectuais. Existem outros prazeres físicos e que são de natureza mais democrática. Talvez devêssemos, como sociedade e como indivíduos, nos ater mais a eles. Podemos nos deleitar com a dança, com os esportes individuais por meio dos quais estamos apenas nos tornando cada vez mais bem condicionados – sem expectativa competitiva alguma. Ficamos felizes ao conseguirmos chegar ao peso desejado, ao sentirmos nosso corpo rendendo o máximo. Essas são “felicidades democráticas”, uma vez que estão aí à disposição de todos aqueles que se disciplinarem e dedicarem algumas horas da semana ao cultivo do corpo.

OS PRAZERES INTELECTUAIS - Graças ao “software” sofisticado que conseguimos construir, fomos capazes de desenvolver prazeres intelectuais autônomos – apesar de que eles também estão contaminados com a vaidade, elemento erótico por excelência. Aprender é um prazer positivo que nos acompanha desde tenra infância e que deveria ser cultivado sempre. Aprender é prazer profundamente democrático, já que aí há espaço para que todos evoluam. Perceber que conseguimos apreciar melhor as artes, que podemos curtir cada vez mais e melhor os bons filmes, que as conversas sofisticadas com os amigos queridos são uma delícia e que estamos sendo capazes de evoluir emocional e moralmente talvez sejam nossos maiores prazeres intelectuais, certamente os únicos comparáveis com os prazeres do sexo. Os genuínos prazeres intelectuais independem da vaidade, pois a boa conversa e a emoção ao ouvir uma música não necessitam de observadores – essenciais no exibicionismo.

Os avanços intelectuais e morais nos levam a ser criaturas disciplinadas e costumam trazer grande satisfação íntima. O que chamamos de auto-estima é relacionado com isso, uma vez que podemos fazer um juízo cada vez melhor de nós mesmos. Eles vêm acompanhados de melhores resultados práticos, o que reforça a vaidade. Os avanços profissionais se tornam quase que inevitáveis.

Um outro avanço fundamental também ocorre e esse tem a ver com o aspecto sentimental. Uma boa auto-estima altera o foco da admiração, que passa a se dirigir na direção das pessoas com quem as afinidades predominam. Passamos a nos encantar por pessoas escolhidas segundo os mesmos critérios que os amigos, ou seja, aqueles com quem temos o enorme prazer intelectual derivado de conversas intensas e sinceras. Amigos são criaturas confiáveis. Amigos determinam prazeres positivos porque não precisamos nos sentir desamparados ou tristes para que apreciemos muito a companhia deles. Ao estabelecermos o elo relacionado ao aconchego sentimental com um parceiro que também seja o nosso melhor amigo, estaremos nos aproximando do melhor dos mundos.

Flávio Gikovate

sábado, 15 de outubro de 2011

Nossas diferenças são maiores do que pensamos


Sei muito bem o quanto as diferenças provocam em nós sensações complexas e contraditórias. Não toleramos bem diferenças de opinião, especialmente as que vêm de pessoas com as quais temos um relacionamento afetivo, condição na qual nos sentimos abandonados, traídos e sozinhos outra vez. Não toleramos conviver com pessoas diferentes porque elas nos fazem sentir ameaçados, com medo. Não conhecendo o modo de ser delas, podemos sempre temer condutas que nos violentem. Tentamos dominar e controlar tudo e todos os que não entendemos justamente para não nos sentirmos nem abandonados e nem ameaçados.

Uma das defesas que lançamos mão diante das diferenças que nos aparecem como tão ameaçadoras consiste em minimizarmos sua magnitude. Ou seja, nosso esforço caminha na direção de considerar a diferença como menor do que ela efetivamente é. Isso é válido para as diferenças de todo o tipo, mas principalmente para as que existem entre homens e mulheres. O próprio Freud teve grande dificuldade em tentar imaginar o feminino de uma forma original. Ou seja, acabou vendo a mulher como um homem desprovido do pênis, um homem a quem falta algo. Achava também que o grande medo dos homens, principalmente em relação às mulheres (medo este que existe mesmo e pode ser muito intenso), era o de ser castrado e ficar como elas. Isso, naquele tempo, aparecia como uma grande desgraça já que a norma que hierarquizava as diferenças era a de que o homem era o superior, o completo, e a mulher, a inferior, mutilada e passiva.

Para qualquer pessoa que não tenha a mente dogmática e que consiga pensar sobre o assunto de uma forma mais livre e compatível com os fatos atuais – incrivelmente diferentes daqueles observados por Freud há 100 anos atrás – sabe que a condição feminina, se for o caso de hierarquizarmos, terá que ser vista como superior e não inferior. Isso aos olhos dos próprios homens que ou as endeusam ou morrem de inveja delas (e por isso agem da forma agressiva própria do machismo). Não acho que seja o caso de seguirmos esta rota cansada e infrutífera de tentar saber quem é o superior e quem é o inferior. Somos suficientemente diferentes para não podermos ser objeto de comparação.

A verdade é que as pequenas diferenças permitem as comparações e as classificações em superior e inferior, melhor e pior, mais isso ou menos isso! As grandes diferenças não permitem sequer a comparação e muito menos a hierarquização. Os muito diferentes são apenas diferentes e pronto.

A mim aparece cada vez de forma mais evidente que homens e mulheres são muito diferentes do ponto de vista de aspectos biológicos essenciais. A diferença de força física, as diferenças na natureza da sexualidade, importância da aparência física, as variações hormonais, a possibilidade de gerar uma criança, definem, junto com enormes diferenças de caráter educacional (hoje em processo de atenuação) determinam o surgimento de dois tipos bastante diferentes de seres humanos.

O mais complexo, a meu ver, é que a própria ideologia igualitária que vem regendo a forma de pensar de homens e mulheres ao longo dos últimos 50 anos, acaba por confundir ainda mais as mulheres. Elas mesmas não sabem mais se devem caminhar na direção de encontrar sua própria identidade ou de se aproximar do modo de ser dos homens. Na prática, o que acontece é que podem existir as 2 possibilidades: mulheres que mantém o padrão de feminilidade tradicional, mais doméstico e prestativo; e mulheres que se dirigem com tudo para o mundo do trabalho, do sucesso profissional e da competição (antes tradicionalmente masculino). É fato também que a sociedade aceita melhor as mulheres que perseguem os ideais masculinos do que os homens que prefiram viver de acordo com o padrão tradicional feminino. Homens que prefiram ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e das crianças enquanto suas esposas se dedicam ao trabalho continuam a ser mal vistos. Ou seja, o mundo igualitário ainda é o que privilegia o modo de ser masculino: mulheres podem (e em muitos aspectos devem) agir como os homens, enquanto que os homens devem continuar a agir como homens.

A complicação maior é que, diante de tanta confusão de conceitos, fica difícil darmos origem ao processo de entendimento do que seja o verdadeiro feminino. Até hoje só existe o feminino tratado como subalterno, passivo e dependente do masculino; ou então o feminino que trata de imitar o modo de ser masculino. E as mulheres de verdade onde é que estão? Quem são elas? Existem as que sabem responder à pergunta que realmente interessa: afinal, quem são e o que querem as mulheres?

Flávio Gikovate

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A verdadeira história da relação homem-mulher


Atualmente ainda é grande o número de mulheres que tem uma visão unilateral e, até certo ponto, machista acerca da história das relações íntimas entre homens e mulheres. É fato que os homens sempre foram fisicamente mais fortes e se beneficiaram disso para, antes da vida em sociedade, ter acesso às mulheres que lhes despertavam o desejo. Em sociedade, porém, as escolhas e as parcerias sempre foram regulamentadas. Determinados homens deveriam se casar com determinadas mulheres e as escolhas eram feitas pelos pais deles. Ao homem cabia uma série de deveres e direitos, sendo o mesmo verdadeiro para as mulheres. É fato que os homens tinham seus direitos matrimoniais, o que significava que as mulheres tinham que estar sempre disponíveis sexualmente. Isso só se modificou de muito poucas décadas para cá.

Agora, os casamentos não foram fundados, ao longo da história, em sentimentos amorosos. Quando um homem quisesse ter acesso a qualquer outra mulher que lhe despertasse o interesse sexual ou sentimental, dependia completamente da concordância dela. Ou seja, dentro do casamento ele tinha direitos e deveres e agia como se fosse o rei, o chefe; mas o clima não era de natureza amorosa e sim de associação para fins reprodutores e para, juntos, enfrentarem a adversidade da vida prática. Qualquer vivência de caráter erótico ou sentimental, que sempre acabava por acontecer, dependia dele se fazer interessante aos olhos das mulheres, sendo que estas já eram interessantes porque haviam despertado neles o interesse sexual e/ou sentimental. Dependiam, portanto, da aprovação delas.

Elas iriam admirar e aceitar a aproximação de determinados homens que tivessem as prendas que elas valorizavam. Ou seja, afora o contexto conjugal, o homem sempre foi muito preocupado em agir de uma forma que agradasse às mulheres. Se elas valorizassem os caçadores de grandes animais, era a isso que eles iriam se dedicar. Ao valorizarem os guerreiros, estimulavam os homens para as guerras. Os homens não queriam as guerras e nem as caças. Queriam as mulheres! Os homens sempre quiseram as mulheres e agiram desta ou daquela forma porque achavam que estavam provocando a admiração delas.

É terrível ver a história masculina por este ângulo triste, no qual o masculino sempre se definiu a partir do feminino. É assim até hoje: se as mulheres valorizarem homens simples, sem carro, cultos, poetas e delicados, assim seremos! Se valorizam os carrões, então queremos ter os carrões. Não para ter os carrões e sim para termos acesso às mulheres.

É por este ângulo que estou vendo a questão e é por isso que não posso aceitar com facilidade esta idéia de que as mulheres foram apenas vítimas da opressão masculina, que elas foram pisoteadas e prejudicadas. É fato que eles as afastaram das boas condições de trabalho social (isso quando pensamos na história recente da humanidade e não nos milênios que nos antecedem). Fizeram isso para se defender, para terem o poder econômico com o qual pretendiam neutralizar o poder sensual feminino. É por fraqueza que fizeram o que fizeram. O homem sempre foi o sexo frágil justamente porque sempre quisemos muito (e ainda queremos) ser bem aceitos pelas mulheres.

Quando se ouve os relatos das inseguranças sexuais dos homens mais delicados, daqueles que não são os cafajestes, eles estão sempre preocupadíssimos em não decepcionar as mulheres com quem estão se relacionando. Eles estão o tempo todo preocupados em não fracassarem sexualmente diante daquelas deusas a quem eles atribuem o direito de julgá-los e de avaliá-los como criaturas dignas, como verdadeiros homens. Isto pode inclusive provocar neles tamanha insegurança que os impulsiona na direção daquelas mulheres que eles menos valorizam e que eles acreditam que agradarão com mais facilidade. Assim, muitos homens legais acabam por se afastar das mulheres que eles gostariam de namorar justamente porque não acham que vão ser aceitos por elas, que não vão estar à altura delas nem mesmo no plano sexual.

Ora, isso não é superioridade e nem dominação. É fraqueza e insegurança. Os homens machões, aqueles que precisam depreciar as mulheres o tempo todo, são movidos por inveja. Falam mal de mulher, mas nos carnavais de antigamente eram os que se fantasiavam com roupas femininas! Queriam ser mulheres porque queriam despertar o desejo visual que sentem por elas. Queriam se sentir desejados do mesmo modo que desejam. Toda hostilidade gratuita é manifestação de inveja. Os machões sentem inveja das mulheres. Os melhores homens se sentem inseguros e não se percebem à altura delas. Onde está a tão falada potência masculina, a tão temida superioridade e dominação dos homens sobre as mulheres?

Flávio Gikovate

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Crônicas digitais: Mulheres


"Eu acho que ser mulher é a coisa mais bacana que existe. Nós somos complexas. Levemente malucas. Fofas. Temos obsessões por coisas que só nós entendemos. Morremos de frio quando a temperatura desce míseros graus. E viramos onça, quando preciso.

Somos, na verdade, seres completamente hormonais e emocionais.Nós inventamos a doçura (sabia?). E gostamos de criar (e recriar) por natureza.

É. Eu tenho ORGULHO de ser mulher. E gosto de dizer que JAMAIS queimaria meus sutiãs. Mas existem coisas que me fazem realmente ter inveja dos homens. ACREDITAM?

Primeiro, a facilidade deles em usar qualquer banheiro. Depois, o modo como eles ficam mais charmosos com o passar dos anos. E, por último (e não menos importante), a tal SOLIDARIEDADE MASCULINA. É. É bem aí que eu quero chegar. Parece haver um código de conduta entre os rapazes. Um acordo de auto-preservação. Uma espécie de pacto incondicional, que nasce com os homens junto com o 'dito-cujo'; e onde nenhum Clube da Luluzinha entra. Bom, pelo menos, não dessa forma.

Ah, como eu admiro os homens por isso! Olho para os tantos segredos que eles guardam de nós e penso: meninas, porque isso não acontece com a gente? Bom, deixe-me explicar. Com as mulheres, a coisa é bem diferente. Nós temos umas poucas - e fiéis - amigas pelas quais matamos e morremos. De resto, é horrível generalizar: mas as mulheres conseguem ser BEM desleais quando querem. É. Invejosas. Criadoras de intrigas. Verdadeiras cobras (bem-vestidas e cuidadosamente maquiadas, claro).

Eu me considero uma fiel defensora da ala feminina. Mas tenho que admitir que, nesse aspecto, os homens dão um banho na gente. Eles são muito mais cúmplices uns dos outros. Mais companheiros.

Meninas, vamos mudar esse quadro? Isso está ficando feio demais para nós. Eu acho lindo quando pergunto, para alguns amigos ou namorado, assuntos que não me dizem respeito e eles não me respondem de jeito nenhum. (Se o mesmo acontecesse com as mulheres, sei que elas contariam tudo para os moços). Talvez seja esse o mal feminino: nós adoramos FALAR. Sentimos que, assim, estamos sendo sinceras, conectadas com a verdade, mesmo que a lealdade com as outras mulheres seja posta à prova.

É, acho que chegamos ao xis da questão: nós, talvez, não tenhamos a mesma solidariedade masculina por um fator meramente cultural. Desde nossas tataravós, somos condicionadas a colocar os homens (pai, irmão ou marido) em primeiro lugar.

Bom, estamos numa era tecnológica. Vivemos numa modernidade EXTERNA inacreditável. Temos uma presidente mulher no poder. E continuamos, por dentro, as mesmas de sempre. O espartilho não nos deixa mais sem ar. Mas a sociedade, sim. E, apesar de nos mostrarmos liberadas e independentes, continuamos medindo nossos valores com o fato de termos ou não; um bom marido ou namorado. Olha QUE MODERNO!

Bom... Eu não estava falando sobre a solidariedade feminina? É. Parece que quando um homem entra no meio, as mulheres se esquecem do que a gente SEMPRE deveria se lembrar: do feminino. É. E o feminino que mora em mim é o mesmo que mora em todas as mulheres e, que está aí, perdido desde os tempos em que as mulheres fiavam juntas e dançavam em volta das fogueiras. ENTENDERAM?

Por isso, aí vai o meu pedido (que não vai ser fácil nem pra mim, nem pra mulher alguma): vamos pegar o exemplo dos homens e, com isso, SERMOS MAIS MULHERES. Mais unidas. Mais amigas. Colocando o feminino (o nosso feminino), em primeiro lugar.

É, mulheres, chegou a hora de HONRARMOS
nossos próprios sutiãs."

Fernanda Mello
http://fernandacmello.blogspot.com/

terça-feira, 3 de maio de 2011

Vocabulário feminino

Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.

E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

Leila Ferreira