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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Filhos brilhantes alunos fascinantes


Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jovens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Um Meio ou uma Desculpa


"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA."

Roberto Shinyashiki

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Jogue fora


Se livrar das coisas que nos incomodam não é tarefa fácil, é preciso força de vontade, determinação e a ajudinha de uma especialista em motivação e organização, como Gail Blanke, autora do livro "Jogue fora 50 coisas", Ed. Ediouro.

Quando você começar a jogar fora um monte de lixo material - quando você entrar no ritmo, o que certamente acontecerá - um novo desejo vem à tona. Você perguntará: "E todo aquele lixo na minha cabeça?", "O que permiti que minha mente recebesse do mundo?". É aí que começa a parte boa. "É claro que é o lixo mental que coloca você para baixo e o mantém estagnado, que impede que você atinja o próximo estágio da sua vida, que é maravilhoso - promissor, cheio de alegria, aventura e, o melhor de tudo, realização. Você não pode avançar para o futuro quando é constantemente arrastado para trás, para o passado", explica.

As regras do desapego
Como saber o que jogar fora? Bem, felizmente, as regras do desapego são muito simples:
1. Se a coisa - o objeto, crença ou convicção, lembrança, trabalho ou até a pessoa - é um peso para você, o deixa imobilizado ou simplesmente faz com que você se sinta mal consigo mesmo, jogue-a fora, dê para alguém, venda, deixe para trás, siga em frente.
2. Se isso (veja acima!) simplesmente fica ali, ocupando espaço e não acrescenta nada de positivo a sua vida, jogue fora, dê para alguém, venda, deixe para trás, siga em frente. Se você não está caminhando para frente, está andando para trás. Jogar fora o que é negativo ajuda a redescobrir o que é positivo.
3. Não torne difícil a decisão de se livrar ou não de alguma coisa. Se tiver que pesar os prós e os contras por muito tempo ou ficar angustiado pensando sobre o que é certo fazer, jogue fora.
4. Não tenha medo. Estamos falando sobre a sua vida. A única que você tem de verdade. Você não tem tempo, energia ou espaço para lixo material ou psicológico.

Passos para organizar a bagunça do seu quarto:
1. Entre no seu quarto como se fosse a primeira vez. Como você se sente? É o tipo de quarto que te ajudaria a relaxar no fim de um dia frenético? Que móveis, objetos de decoração, bibelôs ou entulhos acha que atrapalham a sensação de calma? Junte tudo isso e livre-se dessas coisas.
2. Abra seu armário e puxe todas as gavetas. Examine as roupas, sapatos e acessórios que encontrar. Você vai se sentir bem quando pensar em usá-los, ou alguns destes itens geram um sentimento pesado, levemente depressivo, que te levam de volta ao passado? As coisas que são um peso para você - fisicamente ou emocionalmente - têm que ir embora.
3. Faça as seguintes perguntas a si mesmo: quem sou eu agora e o que estou me tornando? Minhas roupas, este quarto representam a forma como eu gostaria de me ver? O que tem que mudar para que isso aconteça? Você não precisa mudar tudo de uma vez, mas realmente tem que começar agora.

Passos para organizar a bagunça da sua cozinha:
1. Pergunte-se o que este espaço representa para você. Então, além de podermos encontrar as coisas de que precisamos com facilidade, o clima do lugar precisa ser agradável.
2. Jogue fora tudo o que for velho e gasto, de panelas amassadas a comida estragada.
3. Pergunte a parentes e amigos próximos o que eles gostariam de acrescentar o tirar de sua cozinha.
4. A cozinha - principalmente os armários - parece ser lugar para tudo. Não deixe isso acontecer.

Passos para deixar para trás seus arrependimentos e erros:
1. Lembre-se: você tem que fracassar. É a única forma de alcançar o sucesso.
2. Não existe perfeição. Alguns jogadores podem ter feito jogadas perfeitas, mas não foram perfeitos o campeonato inteiro. Jogue fora a perfeição.
3. Não leve seus supostos erros para o lado pessoal. Se algo não deu certo, faça reajustes e tente de outro jeito.
4. Se gastar toda a sua energia relembrando as coisas que não deram certo, o que devia ou não devia ter feito ou falado, você não terá energia para encontrar novos caminhos para a realização. Livre-se dessas coisas. Só aí já devem entrar mais umas dez coisas na sua lista.

Chegando a 50: comemore!
E aí, como você se sente? Você deixou muita coisa para trás. Você jogou fora de tudo um pouco, desde batons velhos ao medo de não ser bom o bastante; da porcelana feia da sua tia à necessidade de ser querido por todos; do seu cinto pequeno demais a sua visão pequena demais de si mesmo.

Você se sente mais leve, entusiasmado? Aposto que você jogou fora muito mais de 50 coisas. Você anotou todas? Você se deu parabéns e compartilhou a lista com mais alguém? Você estimulou os outros a jogar fora suas coisas e fazer sua própria lista?

Isso é só o começo. De agora em diante, você vai prestar mais atenção. De agora em diante, quando der uma olhada nas coisas com que você se cerca - ou o lixo mental que começou a se acumular novamente na sua mente -, você vai se fazer estas perguntas vitais: isso me deixa feliz? Eu preciso disso? É isso que eu quero? Se não puder responder sim, você se livrará dessas coisas. Agora você tem a coragem e a vontade.

Thaís Bronzo
Bibliografia - Livro "Jogue fora 50 coisas", de Gail Blanke, Ed. Ediouro.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Inveja


Todas as mulheres teriam muito a falar sobre como invejam suas semelhantes, bem como dificilmente assumem tal atitude. Pelo contrário: Fazem piadas das qualidades que vêem nas outras mulheres e não de si mesmas.

Quer saber como tudo começou? Abaixo a história de mitologia grega que tenta explicar.

Na mitologia

Atena, filha de Zeus, era só beleza e habilidade. Dominava atividades intelectuais, e manipulava com maestria diversas ferramentas como o machado, o arado, o jugo de bois, a roda, as velas de barco, habilidades que passou aos homens mortais. Às mulheres, ensinou a fiar e a tecer. Atena também era muito ciumenta.

Aracne era uma jovem nada humilde que vivia na Lídia, onde tecia toda espécie de maravilhas. Elogiava a si própria como sendo a melhor tecelã de todos os tempos. Melhor até que a própria Atena. Como o jornal do Olimpo chegava à sua casa todos os dias, Atena ouviu o comentário e perguntou: Como podia uma reles mortal se atrever a ser melhor do que a própria deusa que inventou o tear, a roca e o fuso?

Atena desceu do Olimpo, bateu à porta da casa de Aracne e assim que a porta se abriu, ela viu uma mulher alta e tão incrivelmente linda que pensou em se tratar de uma deusa. E era. Atena confrontou Aracne e a profetizou de morte, mas Aracne ofereceu, antes de sua execução, um manto de presente à deusa.

Sensibilizada, Atena desafiou Aracne a uma disputa. Elas teriam sete dias para tecer o que quisessem, tendo os próprios conterrâneos como juízes. Caso a mortal vencesse, a punição seria cancelada. A disputa foi apertada, pois ambas tinham excelentes habilidades no tear. Atena fez um manto para Zeus, seu pai, com as cores do crepúsculo. Aracne teceu um manto tão leve quanto as nuvens. Quando as tapeçarias ficaram prontas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus. Claro que Atena ganhou a disputa.

Ao subir novamente ao Olimpo, a deusa disse: "Você está sendo destruída pelo próprio valor que possui. Seu talento lhe picou como um escorpião, envenenando-a".

O tema de sua tapeçaria era a ruína de Aracne, Atena ficou tão enraivecida que rasgou em pedaços o trabalho e induziu Aracne a se enforcar. Depois, sentindo pena, Atena deixou Aracne viver e transformou-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

Moral da história

A mulher tem grande dificuldade em lidar com pessoas com qualidades superiores às que ela possui. Ao ser confrontada, a mulher tende a racionalizar como disputa pessoal, vê perigo eminente na disputa por um cargo, por um homem ou até pela relação com uma pessoa de cargo superior. Não gostamos quando somos comparadas ou desafiadas, pois não fomos educadas a como usar determinadas ferramentas para sobreviver na disputa.

Quer uma orientação? Que tal usarmos nossas habilidades tecendo concórdia, elaborando projetos de conciliação de equipe, manuseando as ferramentas disponíveis para o nosso crescimento pessoal?

Sinergia, informação, conhecimento, busca de oportunidades, rede de relacionamento (networking), participação em eventos, workshops, são apenas algumas ferramentas de guerrilha contra a deusa da inveja: O sucesso alheio.

Fádua Sleiman
Site: www.faduasleiman.com.br.

sábado, 15 de outubro de 2011

Nossas diferenças são maiores do que pensamos


Sei muito bem o quanto as diferenças provocam em nós sensações complexas e contraditórias. Não toleramos bem diferenças de opinião, especialmente as que vêm de pessoas com as quais temos um relacionamento afetivo, condição na qual nos sentimos abandonados, traídos e sozinhos outra vez. Não toleramos conviver com pessoas diferentes porque elas nos fazem sentir ameaçados, com medo. Não conhecendo o modo de ser delas, podemos sempre temer condutas que nos violentem. Tentamos dominar e controlar tudo e todos os que não entendemos justamente para não nos sentirmos nem abandonados e nem ameaçados.

Uma das defesas que lançamos mão diante das diferenças que nos aparecem como tão ameaçadoras consiste em minimizarmos sua magnitude. Ou seja, nosso esforço caminha na direção de considerar a diferença como menor do que ela efetivamente é. Isso é válido para as diferenças de todo o tipo, mas principalmente para as que existem entre homens e mulheres. O próprio Freud teve grande dificuldade em tentar imaginar o feminino de uma forma original. Ou seja, acabou vendo a mulher como um homem desprovido do pênis, um homem a quem falta algo. Achava também que o grande medo dos homens, principalmente em relação às mulheres (medo este que existe mesmo e pode ser muito intenso), era o de ser castrado e ficar como elas. Isso, naquele tempo, aparecia como uma grande desgraça já que a norma que hierarquizava as diferenças era a de que o homem era o superior, o completo, e a mulher, a inferior, mutilada e passiva.

Para qualquer pessoa que não tenha a mente dogmática e que consiga pensar sobre o assunto de uma forma mais livre e compatível com os fatos atuais – incrivelmente diferentes daqueles observados por Freud há 100 anos atrás – sabe que a condição feminina, se for o caso de hierarquizarmos, terá que ser vista como superior e não inferior. Isso aos olhos dos próprios homens que ou as endeusam ou morrem de inveja delas (e por isso agem da forma agressiva própria do machismo). Não acho que seja o caso de seguirmos esta rota cansada e infrutífera de tentar saber quem é o superior e quem é o inferior. Somos suficientemente diferentes para não podermos ser objeto de comparação.

A verdade é que as pequenas diferenças permitem as comparações e as classificações em superior e inferior, melhor e pior, mais isso ou menos isso! As grandes diferenças não permitem sequer a comparação e muito menos a hierarquização. Os muito diferentes são apenas diferentes e pronto.

A mim aparece cada vez de forma mais evidente que homens e mulheres são muito diferentes do ponto de vista de aspectos biológicos essenciais. A diferença de força física, as diferenças na natureza da sexualidade, importância da aparência física, as variações hormonais, a possibilidade de gerar uma criança, definem, junto com enormes diferenças de caráter educacional (hoje em processo de atenuação) determinam o surgimento de dois tipos bastante diferentes de seres humanos.

O mais complexo, a meu ver, é que a própria ideologia igualitária que vem regendo a forma de pensar de homens e mulheres ao longo dos últimos 50 anos, acaba por confundir ainda mais as mulheres. Elas mesmas não sabem mais se devem caminhar na direção de encontrar sua própria identidade ou de se aproximar do modo de ser dos homens. Na prática, o que acontece é que podem existir as 2 possibilidades: mulheres que mantém o padrão de feminilidade tradicional, mais doméstico e prestativo; e mulheres que se dirigem com tudo para o mundo do trabalho, do sucesso profissional e da competição (antes tradicionalmente masculino). É fato também que a sociedade aceita melhor as mulheres que perseguem os ideais masculinos do que os homens que prefiram viver de acordo com o padrão tradicional feminino. Homens que prefiram ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e das crianças enquanto suas esposas se dedicam ao trabalho continuam a ser mal vistos. Ou seja, o mundo igualitário ainda é o que privilegia o modo de ser masculino: mulheres podem (e em muitos aspectos devem) agir como os homens, enquanto que os homens devem continuar a agir como homens.

A complicação maior é que, diante de tanta confusão de conceitos, fica difícil darmos origem ao processo de entendimento do que seja o verdadeiro feminino. Até hoje só existe o feminino tratado como subalterno, passivo e dependente do masculino; ou então o feminino que trata de imitar o modo de ser masculino. E as mulheres de verdade onde é que estão? Quem são elas? Existem as que sabem responder à pergunta que realmente interessa: afinal, quem são e o que querem as mulheres?

Flávio Gikovate

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Faça Diferente!


"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes... Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores".

"Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa".

Texto extraído de: http://shinyashiki.uol.com.br/

sábado, 4 de junho de 2011

Um meio ou uma desculpa?


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.

Roberto Shinyashiki

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sucesso


Não existe fórmula única para o sucesso, pois há diversos caminhos para se chegar lá. Você já deve ter ouvido isso diversas vezes, mas sempre vale a pena lembrar: há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam.

Se você desistir, restará sempre a dúvida do "se". Nem sempre é possível conseguir da primeira vez, e isso não representa motivos para a desistência pura e simples.

Só erra quem tenta e a melhor forma de aprendizado é por meio da análise e entendimento dos próprios erros. Aprendemos muito mais com os erros do que com os acertos, mesmo porque sempre quando acertamos tocamos em frente e não damos conta do caminho que utilizamos para conseguir acertar.

Lembre-se de que quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais, e vai sempre se lembrar do tombo ou da surra que levou e, principalmente, recordar-se-á da forma, dos atores e demais condicionantes do cenário em que o erro aconteceu.

Os alpinistas quando escalam uma montanha, os exploradores quando entram em uma caverna e os navegantes de mares abertos sempre registram o caminho trilhado para saber o que terão de fazer na viagem de retorno, ou para empreenderem uma nova viagem.

O mesmo se aplica em nossas vidas. É importante conhecer o caminho do sucesso e registrá-lo para repeti-lo novamente.

Boa sorte na conquista de sua liberdade!

Luiz Roberto Carnier

sexta-feira, 4 de março de 2011

Há momentos na vida…


Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno dia se morre.

Clarice Lispector

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Oração de Gandhi

“Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão. Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda. Não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo; nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas, dá-me coragem para desculpar-me. E se as pessoas me ofenderem, dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti, nunca Te esqueças de mim.”

Mahatma Gandhi

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A oração e os poderes da mente

Nos dias de hoje, cada vez mais pessoas acreditam que o sucesso ou o fracasso de um empreendimento depende, ao menos em parte, da maneira como organizamos nosso mundo interior e nossos pensamentos. O fato de nos colocarmos de modo positivo e afirmativo, frente à realização de um certo objetivo, aumentaria as chances de sermos bem-sucedidos. Será verdade? Antes de mais nada, temos de saber se a disposição interior realmente interfere em nossas realizações.
Acredito que sim. E por dois mecanismos. O primeiro tem a ver com o que chamo, desde 1980, de medo da felicidade. Todos nós nos assustamos um pouco - ou muito -quando percebemos que nossos projetos estão sendo bem encaminhados e com chances crescentes de sucesso. Parece que o acúmulo de coisas boas "atrai" maus pensamentos, a inveja das pessoas - o que é verdade - e a ira dos deuses. Nos sentimos ameaçados. É como se as chances de tragédia aumentassem na proporção de nossos bons resultados. Apesar de falso, é assim que sentimos. Daí a prática universal de rituais supersticiosos de proteção, como bater na madeira, fazer figa, usar amuletos, etc. Quanto mais competentes para "suportar" alegrias, maior será a tendência de agirmos de modo positivo e construtivo. Afinal, quando o medo da felicidade cresce muito, acabamos cometendo equívocos que nos afastam do sucesso e nos conduzem para piores resultados. Apesar de tristes, eles são menos ameaçadores. O sucesso dá mais medo que o fracasso!
O outro mecanismo tem a ver com os fenômenos chamados paranormais. Apesar de ser terreno menos sólido do que o mecanismo anterior, é indiscutível e fácil de ser provado. Só pessoas muito teimosas, hoje em dia, põem em dúvida a existência, por exemplo, da telepatia. A telepatia corresponde ao fenômeno parapsicológico mais simples e elementar. É a comunicação entre dois cérebros por meio de processos chamados de extra-sensoriais (sem auxílio dos órgãos dos sentidos). Assim, existem dois níveis de comunicação - em luta - entre as pessoas: o sensorial e o extra-sensorial. Quando dois concorrentes disputam um determinado segmento de mercado, por exemplo, há a propaganda feita para os órgãos dos sentidos e aquela que chegará por vias paranormais.
A propaganda que se irradia por caminhos parapsicológicos dependerá do estado de alma daquele que estiver vendendo o produto. Se sua disposição última para o sucesso é forte e definida, sem titubeies e com boa convicção em suas chances, você poderá ter um resultado mais favorável do que um competidor que, em igualdade de condições, negligenciar este aspecto subjetivo, mais psicológico. Crescem, assim, as chances de sucesso para o indivíduo que controla seus medos íntimos ligados ao sucesso e à felicidade. E também para aqueles que mentalizam positivamente para que as coisas caminhem do modo como pretendem. Isto não quer dizer que o êxito está garantido.
Quem afirma isso é um vendedor de ilusões. É preciso que exista competência efetiva para o sucesso: a mercadoria que está sendo vendida terá que ser, no mínimo, igual à dos concorrentes. Não se pode, contudo, subestimar os rivais: eles também podem mentalizar e até de modo mais eficaz! Neste caso, serão eles os vencedores, e não nós.
Pode parecer, graças ao progresso das ciências do cérebro e da psicologia, que estamos nos apropriando de mecanismos novos. Não é o que penso. Todas as técnicas modernas de mentalização, de potencialização do uso do cérebro, nada mais são que versões científicas das tradicionais e antiqüíssimas orações, próprias da maioria das religiões. Por meio da oração, o fiel se concentra, pede a Deus que o ajude a atingir determinados objetivos, que lhe dê força para suportar dores e dificuldades. O indivíduo se concentra algumas vezes por dia, com toda sua força psíquica, com a finalidade de aumentar suas chances de sucesso. Há dúvidas sobre se Deus ouve ou não cada uma das orações e pedidos. Porém, não creio que restem dúvidas de que este processo de mentalizar, próprio da oração, seja eficaz. Talvez daí tenha vindo o ditado: "Mais vale quem Deus ajuda do que quem cedo madruga".

Flávio Gikovate - Julho/1993

domingo, 28 de novembro de 2010

Impulso

"Se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus".
Decisões tomadas por impulso são as que mais parecem certas.
Mas infelizmente, pessoas e empresas conhecem na pele os desastres causados por elas.
Mas... Sem impulso, nenhuma ave levanta vôo.
Sem impulso, nenhum avião decola.
Nenhuma bola atravessa o gol.
Por outro lado, nada é mais perigoso para a felicidade e a prosperidade do que decisões tomadas sem pensar.
Veja só:
Quando um jogador vai bater um pênalti, o que ele faz?
Fica ao lado da bola e sai como um louco pra dar um chute na hora em que o juiz apita../
O jogador e-s-p-e-r-a.... Respira fundo... Anda para trás um pouco,
d-e-v-a-g-a-r ... o-l-h-a para a barreira... o-l-h-a para o gol... Deixa a torcida rezando... Calibra a força... , respira fundo novamente... Foca... Calcula o ângulo e...num impulso poderoso arrancar gritos da galera....Chuta!
Existe uma razão para o jogador fazer tudo isso porque se ele seguir esse ritual, tem 1 chance em 4 de fazer o gol . Caso contrário tem 1 chance em 105 (sim, eu disse cento e cinco!)... E estaria fora...
A mesmíssima coisa acontece em sua vida. Cada decisão importante é um pênalti que você chutará para o gol. O que você prefere: 25% de chance de dar certo ou somente 0,95%? Use-os a seu favor.
Ninguém deve tomar uma decisão importante, antes de parar -
Focar e só então, decidir.. o impulso é a última ação, jamais a primeira. Impulso serve para impulsionar, não para decidir.
Quando os impulsos nos controlam, engordamos por comer tudo o que temos impulso em comer, ficamos sem dinheiro por comprar tudo o que temos o impulso em comprar e nos complicamos por fazer escolhas das quais nos arrependemos por muito tempo.
Mas existe um truque para usar o impulso, sem ser usado por ele. Simplesmente, inverta sua sequência de ações, aplicando o impulso depois, bem depois, da sua decisão, jamais antes.
Como diz o ditado, "se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus"

domingo, 19 de setembro de 2010

Comece o dia com entusiasmo!

A palavra, em si, já diz tudo.
Vem de duas palavras gregas que significa "em deus".
Enfim, é quase um estado de graça.
O entusiasmo funciona como uma bateria de energia inesgotável.
Ilumina o rosto triste, torna os olhos brilhantes e alegres.
Para o entusiasmo não existe o desânimo...
Só o sucesso...
O entusiasmo sempre abre uma porta quando as outras chaves falham.
É a fonte da eterna juventude.
Basta investigar na história da humanidade.
Os homens que exerceram grande influência no mundo, nem sempre foram os mais inteligentes ou espertos.
Mas, sim, os mais determinados e entusiasmados.
Capazes de envolver os outros com o seu carisma.
O entusiasmo tem um quê de misterioso...
Capaz de transformar qualquer pessoa num indivíduo excepcional...
Como anda seu entusiasmo?
Se você acha que é impossível entusiasmar-se com os "dias de hoje" acredite:
Isso jamais mudará se você não se entusiasmar com tudo o que a vida oferece todos os dias.
Acredite no mundo.
Entusiasme-se com você!!!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Comece o dia com entusiasmo!


A palavra, em si, já diz tudo.
Vem de duas palavras gregas que significa "em deus".
Enfim, é quase um estado de graça.
O entusiasmo funciona como uma bateria de energia inesgotável.
Ilumina o rosto triste, torna os olhos brilhantes e alegres.
Para o entusiasmo não existe o desânimo...
Só o sucesso...
O entusiasmo sempre abre uma porta quando as outras chaves falham.
É a fonte da eterna juventude.
Basta investigar na história da humanidade.
Os homens que exerceram grande influência no mundo, nem sempre foram os mais inteligentes ou espertos.
Mas, sim, os mais determinados e entusiasmados.
Capazes de envolver os outros com o seu carisma.
O entusiasmo tem um quê de misterioso...
Capaz de transformar qualquer pessoa num indivíduo excepcional...
Como anda seu entusiasmo?
Se você acha que é impossível entusiasmar-se com os "dias de hoje" acredite:
Isso jamais mudará se você não se entusiasmar com tudo o que a vida oferece todos os dias.
Acredite no mundo.
Entusiasme-se com você!!!

sábado, 21 de agosto de 2010

Impulso

"Se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus".
Decisões tomadas por impulso são as que mais parecem certas.
Mas infelizmente, pessoas e empresas conhecem na pele os desastres causados por elas.
Mas... Sem impulso, nenhuma ave levanta vôo.
Sem impulso, nenhum avião decola.
Nenhuma bola atravessa o gol.
Por outro lado, nada é mais perigoso para a felicidade e a prosperidade do que decisões tomadas sem pensar.
Veja só:
Quando um jogador vai bater um pênalti, o que ele faz?
Fica ao lado da bola e sai como um louco pra dar um chute na hora em que o juiz apita../
O jogador e-s-p-e-r-a.... Respira fundo... Anda para trás um pouco,
d-e-v-a-g-a-r ... o-l-h-a para a barreira... o-l-h-a para o gol... Deixa a torcida rezando... Calibra a força... , respira fundo novamente... Foca... Calcula o ângulo e...num impulso poderoso arrancar gritos da galera....Chuta!
Existe uma razão para o jogador fazer tudo isso porque se ele seguir esse ritual, tem 1 chance em 4 de fazer o gol . Caso contrário tem 1 chance em 105 (sim, eu disse cento e cinco!)... E estaria fora...
a mesmíssima coisa acontece em sua vida. Cada decisão importante é um pênalti que você chutará para o gol. O que você prefere: 25% de chance de dar certo ou somente 0,95%? Use-os a seu favor.
Ninguém deve tomar uma decisão importante, antes de parar -
Focar e só então, decidir.. o impulso é a última ação, jamais a primeira. Impulso serve para impulsionar, não para decidir.
Quando os impulsos nos controlam, engordamos por comer tudo o que temos impulso em comer, ficamos sem dinheiro por comprar tudo o que temos o impulso em comprar e nos complicamos por fazer escolhas das quais nos arrependemos por muito tempo.
Mas existe um truque para usar o impulso, sem ser usado por ele. Simplesmente, inverta sua sequência de ações, aplicando o impulso depois, bem depois, da sua decisão, jamais antes.
Como diz o ditado, "se impulso fosse garantia de sucesso, o mundo seria dos cangurus"

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vida simples - Mudança a caminho

TODO MUNDO QUER MUDAR ALGUMA COISA NA VIDA, MAS POUCA GENTE SABE COMO BUSCAR A TRANSFORMAÇÃO. APRENDA A ENCONTRAR A FORÇA E SABEDORIA PRA VIRAR O JOGO (ESSA VIAGEM COMEÇA DENTRO DE VOCÊ)

Mudar é bom

Há sempre um momento na vida em que é preciso virar o jogo e buscar a transformação. Mas para que isso aconteça, algumas coisas precisam ser repensadas. Descubra como seguir uma nova direção.
Por Liane Alves

Ninguém parece levar muito a sério a lista de resoluções de começo de ano. A gente faz por fazer, porque é uma tradição e porque é gostoso sonhar que no ano que vem vamos viver uma grande paixão, fazer aquela viagem a Istambul, colocar nossa vida financeira em ordem, arrumar tempo para participar de ações voluntárias, perder aqueles quilinhos a mais... No fundo, todas as nossas listas são bem parecidas: queremos sorte no amor, felicidade em família, um bom trabalho e, como resume bem a canção, “muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender”. Mas o que fazemos para que isso aconteça de verdade e para que o ano novo signifique realmente vida nova? Se formos bem sinceros, nada. Por que será, então, que temos tanta resistência em fazer mudanças? O que, afinal, nos segura em direção a uma vida melhor? Das respostas a essas perguntas é que poderá surgir, sim, um ano mais dourado e feliz. Pode apostar que funciona mais do que a lista.

preciso perder o medo enfrentar o desconhecido

Vença a preguiça
Como dizia o inventor Thomas Edison, jogamos fora as boas oportunidades porque elas geralmente vêm vestidas com macacão de operário. Fazer mudanças dá mesmo trabalho. Precisamos olhar bem de frente para nossas dificuldades, assumi-las de vez, planejar nossas ações para ultrapassá-las, tomar atitudes, se autocomprometer, sacudir a poeira e agir com determinação. Mas, às vezes, dá uma preguiça... Pois bem, você não é a única pessoa do mundo a sentir a força da inércia. Todos nós temos uma resistência enorme em sair da zona de conforto. Está tudo lá tão arrumadinho, tão certinho... Mesmo que essa arrumação já esteja nos sufocando, que a gente reconheça que está perdendo vida e oportunidades em limites auto-impostos, ainda assim, resistimos bravamente em mudar. Ficamos ali, enrolando, adiando, fazendo de conta que a situação não existe, nos distraindo com “coisas mais importantes”, como a ida ao mercado central para comprar azeitonas selecionadas, assistir ao ensaio da banda de um amigo (“mas a banda é ótima!”), o jogo de peteca aos domingos. Nada contra. Mas será que não dava para fazer isso sem esquecer o principal? E o principal, que é planejar mudanças para tornar sua vida melhor, pode ser feito com muito prazer. A fotógrafa catarinense Ana Domingues, por exemplo, aproveitou as férias para, entre uma caipirinha e outra, pensar no assunto. O que ela precisava mudar em sua vida e em si mesma para sua profissão decolar de vez? Ia para a praia cedinho, fazia tai chi chuan na beira do mar, voltava para a cadeira, tirava uma soneca, acordava, entrava na água fria e voltava animadíssima para pegar lápis e papel, refletir muito e escrever seu plano de trabalho, mês por mês. “Foi a partir desse projeto que decidi ir para a Espanha, ficar com uma amiga, fazer um curso de especialização e começar a trabalhar de lá para o Brasil”, diz, contentíssima com suas decisões. Mas o que ela teve de trabalhar mesmo foi seu apego à família. “Tinha um ninho muito confortável na casa dos meus pais. Estava com 30 anos e jogando minha vida fora por causa do meu amor ao conforto e meu pavor do desconhecido”, diz.
Ah, o apego... Diz o budismo que ele é a principal causa do nosso sofrimento. E é. O apego é uma cola que nos une às situações, às coisas, às pessoas. E, quanto mais cola, mais o esparadrapo dói para sair (e por isso às vezes é melhor arrancá-lo de uma vez do que ir aos pouquinhos). Mas o outro motivo que nos faz sofrer é a aversão. Se temos o apego a alguma coisa, é porque temos aversão a outra. Não só não mudamos porque estamos “colados” a uma situação como também porque temos resistência ao que é desconhecido. Em palavras mais cruas, temos medo. Geralmente, essa ameaça significa perder o controle da situação. Se eu mudar, e aí? O que pode acontecer? Pode ficar pior do que agora? E se não der para voltar atrás? Ai, que medo... Já imaginou se a gente pensasse assim ao nascer? Não nascia nunca, não há nada mais confortável e aprazível do que o útero. Mas a vida, sendo ela mesma a expressão de uma dança contínua, nos impele em direção à mudança. E, não tenha ilusões, não há escolha real: quem não muda geralmente é mudado, às vezes de uma forma muito mais dura do que uma mudança gradual, consentida e planejada. É como se a vida dissesse: sai do meu caminho que você está me atrapalhando. E ela vem que vem. Onde tem vida tem movimento. “Tudo o que está parado, estático, rígido, seco, está morto. Essas são as características básicas que assinalam a presença da morte. Às vezes vemos cidades mortas, pessoas mortas, mesmo vivas. São as que não mudam”, diz a monja budista Pema Chödron. Portanto, estar com os ouvidos afinados para as trocas de ritmo da existência é fundamental quando pensamos em mudanças. Agora a gente vai ver como.

Por onde começar?
Existe uma área da vida em que as mudanças são rápidas e dinâmicas – e acontecem o tempo todo. É o mundo corporativo. Mesmo não sendo um universo mais diretamente relacionado conosco, as pessoas que fazem parte dele podem nos ajudar, e muito, no que diz respeito a realizar mudanças. Tanto que hoje existem profissionais – muito bem pagos, por sinal – que ensinam executivos a fazer exatamente isso: mudar. É o trabalho do que se chama hoje de personal coach, que nada mais é do que um técnico particular que enxerga, com os olhos bem treinados, o que você anda fazendo com o jogo da sua vida. É interessante escutá-los, principalmente porque não dão conselhos a ninguém: ao contrário, estimulam seus clientes a dar suas próprias respostas apenas fazendo boas perguntas. E a primeira questão que um personal coach coloca a seus clientes em seu consultório é: você sabe o que quer mudar na sua vida?

A maioria não sabe. Pensam que querem mudar uma coisa, mas provavelmente precisam modificar uma série de outras, muito mais profundas, para atingir a transformação que desejam na vida. Por exemplo, se você quer aprender a meditar, pode esbarrar na sua dificuldade em manter a disciplina, pois a prática exigirá uma constância diária. Ou vai ter de reconhecer e lutar contra o que detona sua ansiedade, quando tiver vontade de se levantar da almofada e sair correndo. Enfim, qualquer mudança, mesmo a mais simples, fará você entrar em contato consigo mesmo e com aquilo que o desafia internamente.

Portanto, antes de qualquer coisa, você terá de perguntar a si mesmo: o que realmente você quer mudar em sua vida? E o que você precisa mudar em si mesmo para conseguir isso? Para se ter uma idéia da importância dessas duas perguntinhas, digamos que numa série de dez sessões com um consultor de coaching, três ou quatro delas – portanto, quase metade do processo – serão destinadas a esclarecer apenas esses dois pontos. Caterina Alberti, redatora de publicidade das boas, aprendeu isso na prática. Tinha um problema visceral com prazos. A moça era enroladíssima. Propunha-se a cumpri-los, comprometia-se por um tempo e depois caía na mesma história. “Percebi que para algumas coisas conseguia cumprir prazos sem problemas. Era pontual quando marcava encontros com pessoas de quem gostava, não perdia filmes ou peças de teatro que iam sair de cartaz e que eu queria muito ver, pagava direitinho as prestações do meu apartamento, que adoro de paixão”, conta. Portanto, o mundo, para ela, dividia-se em coisas que gostava de fazer e as que não gostava (mais ou menos como para todos nós). Só que, para as que gostava, Caterina dava tudo. Para as que não gostava, nada. “Fui mimada demais”, reconhece. Além disso, não sabia delegar funções. “Sou perfeccionista. Acho que só eu sei fazer tudo, de cozinhar a tirar espinho do pé.” Para mudar sua relação com os prazos e consciente do seu amor às suas predileções, escreveu uma lista do que gostava ou não de fazer. Quando via que estava atrasando porque não gostava daquilo, se aprumava, resistia bravamente a sua compulsão de enrolar, e fazia. Também aprendeu a não se sobrecarregar demais com tarefas domésticas e profissionais e a dividir funções. Sem falar que resolveu, definitivamente, abaixar o volume do seu perfeccionismo intolerante. “Na verdade, precisei mexer em áreas que jamais poderia imaginar que estivessem relacionadas com minha dificuldade com prazos”, diz. Ainda escorrega vez por outra, admite, mas melhorou muito.

O mapa da vida
Ken Wilber, pensador contemporâneo dos Estados Unidos, propõe uma maneira simples para nos ajudar a descobrir o que realmente é importante mudar. Diz ele que um jeito fácil de perceber onde nossa vida está desequilibrada e onde precisa de mudanças urgentes é desenhar um círculo, dividi-lo em quatro partes e colocar, em cada uma delas, um dos seguintes tópicos: vida pessoal, vida profissional, vida cultural e vida espiritual.

Na vida pessoal, vamos descrever a quantas andam nossos relacionamentos, conosco e com os outros, o que nos incomoda ou o que falta no campo emocional – e o tempo destinado ao desenvolvimento pessoal. Aqui também entram os hobbies, as viagens, o lazer e o ócio (quantas horas dedicamos ao descanso). Também fazem parte dessa área a auto-imagem, o cuidado com a saúde e com o corpo e quanto tempo a gente dedica a tudo isso. Na vida profissional, as nossas metas, as dificuldades e quanto tempo o trabalho ocupa em nossa vida. Na parte cultural/social está o tempo dedicado a livros, filmes, revistas, palestras, cursos ou ações voluntárias. E na espiritual, a meditação e tudo o que fazemos em relação ao nosso desenvolvimento interior. De cara, vamos perceber que há um desequilíbrio. Uma ou mais partes estarão mais “pesadas” do que outras. É claro que pode haver uma ênfase um pouco maior numa das áreas, mas o ideal é que seja só um pouco maior e não muito maior, aconselha Wilber. Outro detalhe: esse equilíbrio é dinâmico, está sempre em mutação. Por isso é bom tornar a fazer o círculo depois de um certo tempo, para termos noção do que já mudou e do que ainda precisa ser mudado.

Geralmente, uma das áreas em desequilíbrio é a espiritual. Até mesmo quem lida com executivos, num ambiente que parece ser puramente racional e pragmático, vai tocar nesse ponto. Vamos voltar mais um pouquinho ao mundo corporativo. A essa altura, em que você está escolhendo suas prioridades, o personal coaching vai perguntar as questões básicas da metafísica: qual é o seu objetivo na vida? Qual sua razão de existir? O que você acha que veio fazer neste mundo? O que o faz realmente feliz? “Todas as metas estão subordinadas aos objetivos maiores da vida. As pequenas mudanças têm mais ou menos força na medida em que estão alinhadas com as metas maiores, mais existenciais do ser humano”, diz Robert Wong, personal coaching e autor do livro O Sucesso Está no Equilíbrio. “Para mudar, precisamos unir corpo, mente e espírito numa só direção. Só assim as mudanças ganham sustentação necessária para que possam ocorrer”, diz ele.

Para Jael Coaracy, outra profissional conhecida da área e autora do livro Vai Dar Certo, o que é mais profundo em nosso ser gera desejos desnecessários, que jamais poderão satisfazer nossas necessidades reais. Isto é, não adianta ficar sonhando apenas com a casa na praia ou com a viagem para Istambul quando queremos mesmo é ter alguém que nos ame do nosso lado ou realizar algo maior em nossas vidas em benefício dos outros. Uma coisa não anula a outra, é claro, mas é preciso saber reconhecer a importância de nossas necessidades espirituais e emocionais antes de estabelecer planos materiais concretos. Assim, diz ela, a possibilidade de ser feliz fica bem maior.

Estabelecidas, portanto, suas grande metas de vida e as pequenas mudanças necessárias para equilibrá-la, chegamos ao próximo passo.

Arregaçando as mangas
Preste bem atenção na expressão acima. Ela diz tudo. O entusiasmo, o desejo de trabalhar de todo o coração por uma meta, é vital para alimentar o início da sua jornada. O primeiro passo tem de ser forte, vibrante, cheio de energia. O mestre espiritual armênio Georges Gurdjieff, que viveu no século passado e que compreendia profundamente a psique humana, dizia que tudo na vida pode ser dividido em sete etapas. Se fosse uma escala musical, por exemplo, ele a dividiria em sete notas. E diria que dar um dó inicial forte é fundamental para o cumprimento de qualquer tarefa. Empreitadas que se iniciam com um impulso fraco não duram, pois não têm força suficiente em si mesmas para serem levadas adiante.

É o que acontece, por exemplo, com a maioria das resoluções que fazemos no início do ano. “Elas apenas expressam um desejo, um anseio. É como querer um presente caído do céu, algo que não depende de nosso esforço. Não existe uma meta e nem a disposição convicta para cumpri-la”, diz Mizuji Kajii, membro do International Coaching Community e especialista em programação neurolinguística e técnicas de liberação emocional. Em resumo: anseios geralmente não têm muita energia e não se pode confiar na sua eficácia.

A maioria dos desejos também é generalizante e não tem foco específico. Por exemplo, os famosos “eu gostaria de encontrar um bom emprego” e “eu gostaria de emagrecer”. “Experimente trocar o tempo e o verbo do ‘eu gostaria’ por ‘eu quero’. É fácil observar que o ‘eu quero’ já traz implícita uma ação. Se eu realmente quero, vou fazer algo por isso”, diz Mizuji. Quer ver um consultor de coaching feliz é dizer com todas as letras: “Eu quero emagrecer 4 quilos até março, 2 quilos por mês, já me matriculei na academia e comecei o regime”. Objetivos, prazos, modos de agir, compromisso, tudo isso estimula a ação e o cumprimento da meta. Por isso planeje, deixe claras suas expectativas, vá mudando aos poucos, a cada dia.

Talvez a mudança tenha de ser drástica mesmo. Não adianta mudar para permanecer na mesma situação. Aliás, tem gente que muda apenas para continuar igual. É o caso, por exemplo, de quem troca de casa, de carro, de cidade só para não trocar as bases da relação com o marido ou a mulher. Recusa-se a ver que o relacionamento pode ser o verdadeiro problema. Mais uma vez, é não compreender o objetivo de uma mudança: ser mais feliz.

Mas como reunir essa força toda para mudar, essa vontade de arregaçar as mangas e sair para a luta com o fervor de um recém-convertido, quando já se está perfeitamente consciente de que muitas vezes nossa decisão implicará em renúncia, esforço e sacrifício?

De olho na meta
Vamos voltar de novo ao que fala Gurdjieff. Continuando com o exemplo da escala musical, ele diz que entre a nota mi e a nota fá ocorre um arrefecimento da vontade inicial. Corre-se o risco de perder a gana de cumprir o objetivo ao atravessar esse intervalo. Se fosse um casamento, poderíamos dizer que lá pelos dois anos de união, quando a paixão já passou e a rotina ganhou espaço, ocorre um perigoso hiato na manutenção do compromisso. É preciso dar um impulso adicional para renová-lo, algo para unir de novo o casal. Podem ser umas férias, a vinda de um filho, a compra de um imóvel.

Outro hiato acontecerá, diz ele, entre o si e o dó da próxima escala. Ou seja: quando se está perto do fim, o esforço tem de ser maior ainda. Qualquer corredor de maratona também sabe que tem de dar tudo de si no último instante da corrida. “O que faz um sacrifício suportável e o esforço compensador é a meta. Ele diminui de intensidade quando ficamos de olho nela, quando lembramos da gratificação que isso nos trará”, afirma o consultor.

Isso porque nem sempre as mudanças que vão nos fazer mais felizes serão as que vão receber aplausos da sociedade ou da família.

Dilema atroz
Uma das histórias que se costumam contar nesses cursos que auxiliam as pessoas a fazer mudanças é a de um matemático e professor genial. Ele era admirado por seus colegas e tinha posição garantida na universidade onde lecionava. E adorava tocar saxofone. Cada vez menos sua vida como professor o satisfazia e cada vez mais ele queria se dedicar inteiramente ao seu instrumento. E foi o que ele fez. Abandonou tudo e foi tocar saxofone na noite de uma grande cidade. Só que tinha um problema: ele era um saxofonista sofrível. Medíocre mesmo. Não conseguia ir além de tocar em botecos. Dormia em albergues, quando não na sarjeta. O que fazer então: ser um professor bem-sucedido infeliz ou um músico medíocre feliz?

O consultor Mizuji não se aperta com esse tipo de dilema. “Às vezes, as mudanças não precisam ser tão radicais, elas podem ser negociadas”, diz. Uma alternativa que não seja nem tanto ao mar, nem tanto à terra pode ser a saída. O cineasta Woody Allen, um bom exemplo, dirige filmes e toca clarineta às terças-feiras na casa noturna Elaine’s.

Outra alternativa é a possibilidade de escolher algo completamente diferente dos caminhos que se contradizem, uma terceira opção. No caso, procurar mais alternativas que possam trazer mais alegria na sua vida. Ou, ainda, admitir que a felicidade tem um preço e que você está disposto a pagá-lo, acima de tudo.

Mais um dilema que pode acontecer no meio do caminho é o interno. Temos muitas vozes dentro de nós: uma parte provavelmente vai querer cumprir a meta, enquanto outras preferem dormir mais um pouquinho, comer um brigadeiro de sobremesa, adiar o pagamento de uma conta para se presentear com alguma bobagem considerada essencial. “Já é um grande avanço sabermos que existe essa luta. Pelo menos, temos conhecimento do que pode nos vencer”, diz Mizuji. Com mais consciência, fica um pouco mais fácil resistir aos impulsos que surgem a todo momento. Outro caminho é a meditação e o trabalho espiritual interior. A unificação do ser depende disso.

Meditar para mudar? Sim. A meditação é o que de melhor pode haver para acalmar as vozes internas, clarear o espírito, aumentar a nitidez de foco da sua meta.
No mais, existem livros, consultores e cursos para ajudá-lo com mais detalhes. Mas aqui você talvez tenha encontrado material suficiente para dar o pontapé inicial. Agora, coragem, fé em Deus e pé na tábua.

PRA QUEM QUER VIVER MAIS E MELHOR – JANEIRO DE 2007 EDIÇÃO 49