Mostrando postagens com marcador sofrimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sofrimento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas


"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas"...
As pérolas são feridas curadas,
pérolas são produto da dor,
resultado da entrada de uma substância
estranha ou indesejável no interior da ostra,
como um parasita ou um grão de areia.
A parte interna da concha de uma ostra
é uma substância lustrosa chamada nácar.
Quando um grão de areia penetra,
as células do nácar começam a trabalhar
e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas
para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:
- Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
- Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
- As suas idéias já foram rejeitadas, ou mal interpretadas?
- Já sofreu os duros golpes do preconceito?
- Já recebeu o troco da indiferença?
Se sim, então, produza uma pérola! Cubra as suas mágoas com várias camadas de amor.
Bem poucas são as pessoas que se interessam por esse movimento.
A maioria exercita apenas o cultivo de ressentimentos, deixando as feridas abertas,
alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos, e portanto não permitindo que cicatrizem.
Assim, na prática, o que vemos são muitas "ostras" vazias, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor.
As pérolas mais belas são geradas nas profundezas do nosso ser.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O Maior Bem


Este querer-te bem sem me quereres,
Este sofrer por ti constantemente,
Andar atrás de ti sem tu me veres
Faria piedade a toda a gente.

Mesmo a beijar-me a tua boca mente...
Quantos sangrentos beijos de mulheres
Pousa na minha a tua boca ardente,
E quanto engano nos seus vãos dizeres!...

Mas que me importa a mim que me não queiras,
Se esta pena, esta dor, estas canseiras,
Este mísero pungir, árduo e profundo,

Do teu frio desamor, dos teus desdéns,
É, na vida, o mais alto dos meus bens?
É tudo quanto eu tenho neste mundo?

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"


domingo, 26 de agosto de 2012

O QUE ACONTECE NO MEIO


No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco, mas a que nos revela a nós mesmos.
Vida é o que existe entre o nascimento e a morte.

O que acontece no meio é o que importa. No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

Martha Medeiros

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Psicografia


Por que algumas pessoas não conseguem um contato espiritual com os entes queridos que já partiram?
A mediunidade é um dom comum a todos os seres humanos em maior ou menor grau. É a capacidade de entrar em contato com os espíritos desencarnados.
A sensibilidade mediúnica apurada pode ser uma missão ou então uma prova para o espírito resgatar débitos passados.
Atualmente, o dom mais comentado é o da psicografia. O médium de psicografia é aquele que tem a capacidade de obter mensagens escritas de espíritos desencarnados. Sejam de cunho intelectual com o objetivo de esclarecer os homens ou mesmo de espíritos que desejam se comunicar com aqueles que deixaram na Terra.
Psicografia mecânica: quando o médium não tem consciência daquilo que escreve. Sente o impulso na mão, mas o conteúdo da mensagem não passa através do seu cérebro. Essas mensagens podem conter detalhes do espírito desencarnado como o tipo de letra, apelidos e nomes que o médium desconhece. Trazem consolo e a certeza da vida pós-morte. Mediunidade rara. Ex: o saudoso médium Chico Xavier.
Psicografia semi-mecânica: o médium sente o impulso na mão e, ao mesmo tempo, alguma consciência daquilo que escreve. Mediunidade comum.
Psicografia intuitiva: o médium tem total consciência daquilo que escreve. Esse dom pode permitir mensagens de conteúdo esclarecedor para muitas almas. O médium tem que ter disciplina e muito equilíbrio para discernir o que é seu e o que é do espírito. Mediunidade comum.
Médiuns inspirados: recebem inspiração dos mentores siderais, mas nem sempre sabem disso. Acham que foi um insight ou apenas um momento de inspiração.
Por que algumas pessoas mesmo após várias tentativas não conseguem contato com as pessoas queridas que partiram pra outra dimensão?
Na verdade, a separação da morte é ilusória. Em todos os momentos estamos em contato com os espíritos desencarnados. Mesmo durante o sono o espírito de uma mãe saudosa pode reencontrar seu filho na espiritualidade. Ela acorda mais calma e esperançosa com a doce lembrança do seu filho através de um sonho revelador. O desdobramento é capacidade que o espírito tem de sair do corpo seja de modo consciente ou inconsciente. O sonho é apenas o repouso do corpo. A alma, durante o sono, fica livre para reencontrar seus afetos na outra dimensão.
O saudoso médium Chico Xavier nos deu uma lição de vida, amor e caridade. Quando alguém lhe pedia uma mensagem de um ente querido ele afirmava: "O telefone só toca de lá para cá".
O desencarne de um ente querido traz desespero àqueles que não acreditam na vida após a morte. Acreditam que morreu, acabou. A certeza da vida eterna é conforto espiritual que ameniza a saudade.
Quando sofremos uma cirurgia ou ficamos doentes precisamos de um tempo para a recuperação do nosso organismo.Se viajarmos para terras distantes precisaremos de adaptação aos costumes estrangeiros. O que dizer de alguém que regressa para a pátria espiritual? Precisa se adaptar ao novo estado. Curar dos traumas do desencarne e, muitas vezes, acordar de um sono reparador. Alguns espíritos partem para o plano espiritual de forma drástica e súbita através do suicídio, acidentes. E precisam de tratamento espiritual. Não estão preparados ainda para dar uma mensagem ou recado àqueles que ficaram. Ninguém vira santo depois que morre. Os espíritos desencarnados refletem sobre suas falhas e imperfeições. Alguns espíritos nem sabem que desencarnaram porque em nada acreditavam quando na vida terrena.
Deus é muito bom! Ele sempre dá alguma compensação para aqueles que sofrem. Seu ente querido conhece seus pensamentos. Receberá seu carinho mesmo em outra dimensão. Preste atenção aos sinais que a vida lhe dá:
Sensação de presença: a pessoa sente a presença do ente querido. Pode sentir arrepios, calafrios, tontura. O cheiro da pessoa amada.Nesse momento faça uma prece. Pode até conversar com ele mentalmente. Ele sentirá a força do seu afeto. O bom senso tem que estar presente. A vigilância de nossos atos e pensamentos são o escudo que nos protegem das entidades falsas ou zombeteiras. Elas se aproveitam do nosso desespero para se fazer passar pelos entes queridos desencarnados. Utilize sempre o recurso da prece e de uma vida saudável. O luto prolongado e a revolta só trazem desconforto e desespero. Os espíritos gostam de ser lembrados,mas a revolta e o apego excessivo fazem mal a eles. Aceite o sofrimento, a saudade, mas com a luz esclarecedora da fé.
Mensagem psicografada: através de um médium de psicografia os espíritos desencarnados trazem mensagens e recados. Aliviam a saudade daqueles que ficaram. Se você ainda não recebeu ainda uma mensagem tenha paciência. Seja forte! Deus sabe o momento certo e tudo tem uma razão de ser.
Sonhos: alguns sonhos podem ser mesmo um reencontro com a pessoa querida. A diferença de um sonho para um desdobramento é que acordamos com a certeza de que reencontramos a pessoa querida. Há uma sensação de alívio e bem estar. Nosso mentor espiritual ou anjo de guarda pode facilitar esse desdobramento.
Psicofonia: a psicofonia é a capacidade do médium de incorporar o espírito desencarnado. Através dessa incorporação o espírito desencarnado pode conversar com as pessoas e transmitir as suas mensagens.
Intuição: os laços de amor e afeto prosseguem após à morte. Há uma ligação energética e fluídica que, às vezes, permite sentir como está a pessoa querida no plano espiritual.

Conheço muitas pessoas que não são espíritas e não tem religião definida. Perderam entes queridos de forma trágica. Esposos dedicados que morreram de forma súbita. Filhos queridos que desencarnaram após um grave acidente. Crianças que desencarnaram após doença longa. Jovens que partiram através do suicídio, depressão grave e experiência com drogas. Mesmo assim, esses entes queridos prosseguem firmes na jornada terrena com a crença de que eles viverão para sempre dentro da sua lembrança. Encontram na caridade a força para continuar vivendo!
O consolo chegará de acordo com o merecimento e a evolução espiritual de cada um.
A doutrina espírita nos traz o conforto da fé raciocinada, da certeza da vida eterna.
Cada um, de acordo com sua fé ou religião, tem a proteção das forças espirituais positivas. Não estamos sós na jornada na vida!
A vida é eterna! Um dia, todos nós reencontraremos aqueles que já se foram e nos são caros.

Texto de Sandra Cecília - www.relaxmental.com.br - relax.mental.blog.uol.com.br

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A descoberta do amor


“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.
Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida. Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos.
[...] Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição. E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor.
[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto. Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza. E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”

Clarice Lispector

terça-feira, 3 de julho de 2012

Encantamento

Às vezes nos encantamos por coisas ou pessoas... Esse encantamento cria em nós uma emoção muito forte...

Levados por ela compramos o que não precisamos, ou nos apegamos a pessoas que não são o melhor pra nós...

Então atraímos sofrimentos e desencantos, que nos desmotiva a tentar novamente...

Sentimo-nos fracassados e por isso, não merecedores de elogios e manifestos de aprovação...
Acabamos nos trancando pra a vida e ficamos amargos, olhando só o lado ruim das coisas...

Não se critique nem se puna... Só não erra nesta vida, quem nunca fez tentativas... Levante siga em frente!...

A cada tombo levado, permita-se erguer novamente...

Vale à pena tentar de novo porque a cada desilusão, você se permite ficar mais forte aproveitando aquilo como lição, pra atrair sua sorte...

Jandira Moraes

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Votos de submissão


Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois plantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.

Nem vou deixar - mesmo querendo - nehuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia.

Fernanda Young

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Ouça o seu coração!


Os homens têm medo de realizar seus maiores sonhos porque acham que não o merecem, ou não vão conseguir!
Mas o medo não é uma coisa concreta. Ele está em seus corações!!
Os corações morrem de medo só de pensar em amores que partiram para sempre... Em momentos que poderiam ter sido bons e não foram...
Quando isso acontece, acabamos sofrendo muito e o coração tem medo de sofrer.
Mas o medo é pior que o próprio sofrimento.
Nenhum coração jamais sofreu quando foi em busca de seus sonhos, porque cada momento de busca é um momento de vida, de energia, de encontro com Deus e com a eternidade.
Então... Ouça seu coração!
Ninguém consegue fugir dele.
Por isso, é melhor escutar o que ele fala para que não venha um golpe que você não espera, porque você jamais vai conseguir mantê-lo calado.
Mesmo que finja não escutar o que ele diz, ele estará dentro do seu peito, repetindo o que pensa sobre a vida e o mundo...
O dia inteiro...
O tempo todo...
Ainda bem!
Por isso, ouça o seu coração!

Paulo Coelho

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Da dor


As memórias amargas não podem nos aprisionar. Elas fazem parte da vida - como o sorriso, o por do sol, o instante de oração.

Curioso é que esquecemos rápido nossas alegrias, embora sempre façamos com que o sofrimento dure mais do que o necessário.

A dor é uma ótima desculpa para problemas que não conseguimos resolver, passos que não tivemos coragem de dar, decisões que adiamos.

A dor faz parte da vida - como faz parte a alegria, a fome, e a vontade de sonhar. Não adianta fugir, porque ela termina nos encontrando.

Mas sua única função é nos ensinar algo. Aprendemos suas lições, e isso basta.

Toquemos para frente.

Não vamos nos castigar com memórias amargas. Não vamos sofrer duas vezes, quando podemos sofrer apenas uma.

Paulo Coelho

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O amor te espera


Liberta-te da clausura em que aprisionaste o teu coração. Deixa que ele voe alto e, como os pássaros, execute a linda sinfonia do Amor. Observa a perfeição do voo dos passarinhos. Como em coreografias ensaiadas há milênios, eles rasgam o ar com o poder da harmonia e da união. Quem os ensinou? A sabedoria que habita todos os seres vivos. A natureza criada pela Divindade que nos homenageia todos os dias, ofertando generosamente belas lições de como viver, de como conviver. Lições de arte, de estética, de solidariedade, de equilíbrio e velocidade.

Os belos sons que permitem às aves se comunicarem encantam o planeta. São presentes diários que muitas vezes nos passam despercebidos. Ouça amorosamente o canto dos bem-te-vis e de tantos outros que nos cumprimentam ao alvorecer de um novo dia repleto de esperanças.

Observa as aves e aprenda a conviver com amor, união, cooperação, solidariedade e sabedoria. Estenda a mão para os que estão enfraquecidos, à margem do caminho. Olha sempre ao redor para ver quem precisa de ti. Esqueça um pouco as tuas necessidades humanas e cultiva os valores espirituais: o desejo de praticar o Bem e a Caridade todos os dias, com gestos simples que seja, mas que venham acompanhados pelo olhar doce daqueles que compreendem e se solidarizam com o sofrimento humano.

Coloca-te sempre no lugar do outro e transborda Amor aos quatro cantos do mundo. Assim serás verdadeiramente feliz e encontrarás o Amor à tua espera em tudo e em todos que tocares!

Luz e paz!

Maria Rosa
(mensagem psicografada pela médium Cristina Barude, Salvador, 08.04.2012)

quarta-feira, 28 de março de 2012

O karma


O karma não é uma dívida de sofrimento, é uma dívida de aprendizado. Enquanto você não aprende o que tem que aprender, a situação se repete. Quando você integra o aprendizado, a repetição deixa de acontecer. E, integrar o aprendizado, muitas vezes, significa ter coragem de tomar uma atitude.

Muitas religiões distorceram esse ensinamento do karma. Elas entendem o karma como uma dívida de sofrimento: “Tenho que sofrer e nada posso fazer; tenho que pagar por isso porque é meu karma”. Isso é uma distorção. Muitas vezes, o sofrimento é inevitável porque você não pode absorver o aprendizado que aquela situação está querendo te ensinar. Quando você absorve o aprendizado, a repetição desaparece. ”

Sri Prem Baba

sexta-feira, 16 de março de 2012

Toda palavra proferida causa um efeito


Toda palavra proferida causa um efeito.
Seja ele bom ou ruim sempre voltará para nós da forma que foi transmitido.
Portanto cuidado para que suas palavras não sejam espinhos venenosos capazes de trazer dor e sofrimento.
Leve sempre o amor em suas palavras onde quer que esteja.
Só ele é capaz de revigorar nosso espírito e nos trazer a paz que tanto procuramos.

Fernanda Pereira

segunda-feira, 5 de março de 2012

Da dor


As memórias amargas não podem nos aprisionar. Elas fazem parte da vida - como o sorriso, o por do sol, o instante de oração.

Curioso é que esquecemos rápido nossas alegrias, embora sempre façamos com que o sofrimento dure mais do que o necessário.

A dor é uma ótima desculpa para problemas que não conseguimos resolver, passos que não tivemos coragem de dar, decisões que adiamos.

A dor faz parte da vida - como faz parte a alegria, a fome, e a vontade de sonhar. Não adianta fugir, porque ela termina nos encontrando.

Mas sua única função é nos ensinar algo. Aprendemos suas lições, e isso basta.

Toquemos para frente.

Não vamos nos castigar com memórias amargas. Não vamos sofrer duas vezes, quando podemos sofrer apenas uma.

Paulo Coelho

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A lenda de Iemanjá


Dia dois de fevereiro é dia de festa no mar, como diz a canção de Dorival Caymmi, feita em homenagem a Iemanjá. Mito que atravessou o Atlântico, vindo da África, ele se instalou na cultura brasileira e se transformou em sinônimo de tolerância, esperança e carinho. Festejada no país do sincretismo por gente de todas as religiões, classes sociais e níveis culturais, Iemanjá é a rainha das águas salgadas e espécie de padroeira afetiva do litoral brasileiro.

Conta a história que Iemanjá seria filha de Olokum – na região do Daomé, atual Benin, considerado deus e, em Ifé, deusa do mar. Em uma lenda de Ifé, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé, com quem teve dez filhos. Cansada de sua permanência no lugar, Iemanjá foge em direção ao oeste, o Entardecer da Terra. Olofin, então, lançou o exército a sua procura e a orixá, temendo o perigo, quebrou uma garrafa contendo um preparado que Olokum havia lhe dado, com a recomendação de que a atirasse ao chão ao pressentir algum risco. Formou-se, então, um rio que a tragou e a levou para o oceano, morada de seu pai.

Outra lenda conta que a origem de Iemanjá se deu depois que ela, de tanto chorar com o rompimento com seu filho Oxossi, que a abandonou e foi viver na mata com o irmão renegado Oçanhe, se derreteu e transformou-se em rio, que foi desembocar no mar. Em Ifé, Iemanjá é mãe de quase todos os orixás de origem iorubá, com exceção de Logunedé, e é a rainha das águas salgadas: as provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida dos filhos que se afastam de seu abrigo e as do mar, sua morada, onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos, como espelhinhos, alfazema, flores brancas e champanhe, sua bebida preferida.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Sonhar


Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

Chico Buarque

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Bons Amigos


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu não existo sem você


Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

Florbela Espanca

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desapego


Liberte suas ideias, assim como quando respira profundamente e limpa seus pulmões. Liberdade e respiração caminham juntas, não há como se comunicar uma pessoa aprisionada a dogmas ou a conceitos que fogem da realidade do universo. Solte seus medos pelo ar que expira e chame sua força pelo ar que inspira, não permita que o apego a ideias com raízes na culpa e na obrigação transforme você em um ser irracional, que aceita tudo sem questionar e sem meditar a respeito.

Suas dúvidas e incertezas farão de você um ser que pretende evoluir, pois nada é por acaso, tudo tem sua hora e, para alcançar o próximo degrau, depende apenas da sua vontade de romper com a prisão do apego.

A prisão do apego é emocional quando os fatores envolvidos são posturas de vida, que proporcionam qualquer preconceito de toda ordem. Pense nisso, medite por longo período e comece a mudar conceitos de sua infância, de sua adolescência, de sua fase adulta, enfim, de qualquer época que arrasta poeira e barro na sua vibração como ser em evolução. Limpe seu comportamento com perdão a tudo e a todos. Limpe sua memória de mágoas e de passagens que não preenchem um bom currículo. Limpe todos os conceitos que um dia alguém ensinou porque hoje você acordou.

Graças ao universo superior, a cada dia uma nova oportunidade está surgindo à sua frente.

A prisão do apego material é sem dúvida algo a se pensar, pois aquele que não divide com o mundo o seu conteúdo e valor, aproveita pouco, sofre muito, vive em um mundo particular aonde as letras apenas são duas: EU.

Portanto, repito: Liberte suas ideias e rompa a prisão do apego. Seja feliz, um ser que brilha e sente o que realmente é valoroso. Seja alguém que realmente deixará para o mundo paz e amor, acima de conceitos e preconceitos. Seja um ser espiritual que, no fim do caminho, somará suas ideias ao mundo - e o mundo se somará ao seu caminho com luz e sabedoria.

Miriam Zelikowski Blog: www.reiki-cabala.blogspot.com.

domingo, 13 de novembro de 2011

O que significa, na prática, viver em paz?


Vamos caminhar bem devagar e tratar de pensar um pouco mais sobre cada um destes itens. Somos um animal muito especial, dotado de um sistema nervoso central privilegiado e que foi capaz de ser utilizado de forma sofisticada graças à elaboração da linguagem – que talvez seja nossa mais importante criação. Costumo dizer que nosso cérebro é o “hardware” e que o utilizamos porque fomos capazes de elaborar um “software” competente. Nascemos com o cérebro pronto, mas o “software” foi construído por nossa espécie. É nossa marca registrada, nossa maior conquista, nossa alma. Nos distancia de forma definitiva e radical dos outros animais, apesar de conter inúmeros erros – e não poderia ser diferente, pois foi criada por nós e sem a ajuda de nenhum manual!

Ainda assim, somos parte do reino animal. E nele as reações químicas, os equilíbrios e desequilíbrios entre os líquidos que envolvem as células e o conteúdo delas, as sensações de saciedade, fome e sede, a necessidade de eliminar excrementos, os calores e frios acontecem continuamente. Nos equilibramos e nos desequilibramos em todos estes aspectos da biologia o tempo todo. Vivemos ao redor de um ponto de equilíbrio, de um estado chamado homeostase. Agora, este estado é sempre momentâneo: estamos saciados de comida e bebida (equilíbrio) e logo depois voltamos a sentir sede ou fome (desequilíbrio); nos alimentamos e nos reequilibramos. O mesmo acontece com tudo o que diz respeito ao nosso organismo.

Nosso psiquismo registra, sob a forma de pensamentos e sensações, o que acontece no organismo. Nos sentimos bem por algum tempo e logo surge algum desconforto – desequilíbrio – que nos impulsiona na direção de tentar neutralizá-lo. O equilíbrio se refaz e se desfaz o tempo todo. Nos sentimos bem quando conseguimos passar a maior parte do tempo perto deste ponto de equilíbrio, próximo do ponto que corresponde ao chamado equilíbrio homeostático. Oscilar em torno dele é viver bem e em paz.

Se estivéssemos o tempo todo em paz, talvez nos sentiríamos um tanto entediados. Mas não é necessário nos preocuparmos com isso porque se trata de uma condição que jamais irá acontecer. Na vida real sempre experimentaremos alguns desconfortos. Sentiremos fome e isso é doloroso. Quando conseguirmos ter acesso ao alimento, sentiremos um prazer que deriva do fim desta dor. É interessante reprisar que, em nós, existe uma clara sensação de prazer quando saímos de uma condição negativa para perto do ponto de equilíbrio homeostático. Este é um exemplo do que é chamado de prazer negativo, ou seja, aquele que sentimos durante a transição de uma situação dolorosa para a estabilidade. Os prazeres negativos dependem da presença prévia de alguma dor e acontecem quando voltamos à condição de estar bem.

O prazer negativo mais importante talvez seja a saúde. O sofrimento, a dor, corresponde à doença. Ao nos livrarmos dela, sentimos um enorme prazer que acontece “apenas” porque voltamos ao nosso estado usual. É interessante notar que nosso psiquismo não se ocupa muito daquilo que está indo bem. Desta forma, só damos valor à saúde depois de termos estado doentes, privados dela. Ainda assim, a alegria derivada da reconquista do bem-estar físico dura uns poucos dias. Depois voltamos a achar “normal” ter saúde.

Como temos um psiquismo complexo, podemos sofisticar a resolução dos nossos desconfortos – prazeres negativos – sendo que isso agrega mais prazer – e aí positivo, ou seja, prazer que não está diretamente relacionado com a resolução de um desconforto. No caso da comida, o alimento preparado de uma forma requintada e criativa agrega prazeres positivos à resolução do prazer negativo relacionado com a fome. No caso do vestuário isso é ainda mais evidente: a necessidade de nos protegermos contra as intempéries se transforma em fonte de prazeres eróticos exibicionistas complexos e dos quais me ocuparei adiante.

A resolução dos desconfortos e a capacidade de vivermos próximos do estado de equilíbrio que nosso psiquismo registra como bem-estar depende, em uma sociedade complexa como em que vivemos, do dinheiro. Assim, não acho conveniente desconsiderar a importância dele para que possamos ter um teto legal, comer bem, vestirmos roupas confortáveis e principalmente acesso aos recursos médicos tão essenciais. As dúvidas acerca da importância do dinheiro existem apenas no plano do supérfluo, ou seja, quanto nos faz feliz termos um armário cheio de roupas, termos acesso a locais luxuosamente decorados entre outros exemplos. Pessoalmente penso que o maior problema é que as pessoas não gostam de se sentir por baixo (dor grande relacionada com o que chamamos de humilhação). Quando vivem numa sociedade que valoriza muito estas coisas, aqueles que não as têm se sentem mal. Em outro ambiente, no qual ninguém tivesse tantos bens, talvez a necessidade de possuí-los diminuísse imediatamente. Mas este espaço é pequeno para analisarmos todos os ingredientes relacionados com esta que é uma das questões mais difíceis de serem abordadas.

Flávio Gikovate