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quinta-feira, 20 de junho de 2013

A TIGELA DE MADEIRA


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
- "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho.
- "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?"
O menino respondeu docemente:
- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer."
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor.
Aprendi que se pode conhecer bem uma pessoa, pela forma como ela lida com três coisas: um dia chuvoso, uma bagagem perdida e os fios das luzes de uma árvore de natal que se embaraçaram.
Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem.
Aprendi que "saber ganhar" a vida não é a mesma coisa que "saber viver".
Aprendi que a vida às vezes nos dá uma segunda chance.
Aprendi que viver não é só receber, é também dar.
Aprendi que se você procurar a felicidade, vai se iludir. Mas, se focalizar a atenção na família, nos amigos, nas necessidades dos outros, no trabalho e procurar fazer o melhor, a felicidade vai encontrá-lo.
Aprendi que sempre que decido algo com o coração aberto, geralmente acerto.
Aprendi que quando sinto dores, não preciso ser uma dor para outros.
Aprendi que ainda tenho muito que aprender.

As pessoas se esquecerão do que você disse.
Esquecerão o que você fez...
Mas nunca esquecerão como você as tratou.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Anjo da Integridade

Anjo do Mês Julho 2012
Anjo da Integridade
Se trabalhou com o Anjo da Graça o durante o mês de Junho, reserve alguns momentos para se despedir dele e libertá-lo da sua função com gratidão, antes de dar as boas-vindas ao Anjo da INTEGRIDADE e convidá-lo a entrar em sua vida em Julho.

Mensagem de Inspiração

Lute por aquilo em que acredita. Atue em congruência com os seus valores e cumpra com os seus compromissos.

Muito daquilo que aprendemos sobre a vida veio de fora para dentro, a partir dos nossos pais, escolas e culturas. Eles orientaram as nossas crenças e atribuíram significado às nossas ações que frequentemente não se encontram alinhadas com quem éramos por dentro. Isto programou-nos a estar constantemente à procura fora de nós mesmos por aquilo que sentimos estar em falta, fazendo com que nos enganemos quanto ao nosso poder e façamos mau uso dele.
Ouvimos muito falar acerca das mudanças de paradigma, que não são mais que mudanças na nossa visão do mundo. Criamos a realidade que pensamos existir, pelo modo como vemos no seu conjunto as nossas crenças, valores e perceções. Os nossos filtros não nos permitem ver aquilo que não acreditamos existir, o que basicamente inclui tudo que está fora da nossa "caixa”.
Precisamos adotar uma nova visão do mundo que seja holística (ho-lística): um mundo, um corpo que inclua toda a vida do planeta e o planeta em si. O que faço afeta o todo, o que cada um faz afeta o todo, e não apenas um ou eu (eu-lístico) ou alguns (alguns-lísticos): família, amigos, comunidade.
Assim, mudar a nossa visão do mundo é uma mudança de paradigma de eu-lístico e alguns-lísticos para ho-lístico. Pense em termos do nosso mundo como sendo circular – o que vai, volta – ao invés de uma linha reta em que o que vai nunca volta para si. O aumento de pessoas que despertam para um senso de recordação e significado que guia as suas vidas, está a acelerar. Não podemos mais ignorar a nossa própria verdade à medida que ela surge, nem agir a partir de velhos padrões e estratégias.
Cultivar uma interligação e uma consciência das forças sutis que passam por nós, dá-nos novas capacidades e permite que soluções, que ainda não foram reconhecidas, apareçam. Juntos, mantenhamos a Integridade como o nosso Anjo de alinhamento para este mês de julho, e construamos um mundo que reflita os nossos mais elevados valores e mais profundos desejos internos.
Mergulhe profundamente no seu interior e deixe que a sua luz brilhante irradie. Recupere a sua verdade de dentro para fora e que o seu coração, mente e ações sejam um com a integridade.
Calorosamente,

Kathy Tyler

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A essência da vida


Alguém aqui já ouviu aquela frase: "É impossível ser feliz sozinho"?.
Então uma coisa que não podemos negar é que tudo fica mais feliz quando estamos com as pessoas que a gente gosta, família e amigos são tudo nessas horas. E depois de fazer tantas coisas nesse dia, e depois de você estar se sentindo linda e poderosa, aproveite para mostrar sua beleza para quem quiser vê-la, saia com essas pessoas, vá em alguma boate dançar, ou em algum restaurante se preferir.
Fique mais tempo com quem você gosta."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Celebrar o envelhecimento


"Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou. É a coluna mais solicitada que eu já escrevi.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto ao chocolate, é inútil resistir.
11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta e ninguém mais.
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
23. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras: 'Em cinco anos, isto importará?'
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todo mundo.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo..
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
33. Acredite em milagres.
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
36. Envelhecer ganha da alternativa "morrer jovem".
37. Suas crianças têm apenas uma infância.
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos
os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa...
42. O melhor ainda está por vir.
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.”

Regina Brett

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dez dicas maravilhosas para mulheres


1. Domine a Língua. Diga sempre menos do que pensa. Cultive uma voz baixa e suave. O modo de falar impressiona mais do que o conteúdo da fala.
2. Pense antes de fazer uma promessa e depois não a quebre, nem dê importância ao quanto lhe custa cumpri-la.
3. Nunca deixe passar uma oportunidade para dizer uma coisa meiga e animadora a uma pessoa ou a respeito dela.
4. Tenha interesse nos outros, em suas ocupações, em seu bem-estar, seu lar e família. Seja sempre alegre com os que riem e lamentem com os que choram. Aja de tal maneira que as pessoas com quem se encontrar sintam que você lhes dispensa atenção e lhes dá importância.
5. Seja alegre. Conserve para cima os cantos da boca. Esconda suas dores, desapontamentos e inquietações sob um sorriso. Ria de histórias boas e aprenda a contá-las.
6. Conserve a mente aberta para todas as questões em discussão. Investigue, mas não argumente. É próprio das grandes mentalidades discordar e ainda conservar a amizade de seu oponente.
7. Deixe as suas virtudes, se as tiver, falarem por si mesmas e recuse falar das faltas e fraquezas dos outros. Condene os murmúrios. Faça uma regra de falar só coisas boas dos outros.
8. Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e críticas não valem a pena e freqüentemente magoam quando menos se espera.
9. Não faça questão das observações más a seu respeito. Viva de modo que ninguém as acredite.
10. Não seja excessivamente zeloso dos seus direitos. Trabalhe, tenha paciência, conserve-se calmo, esqueça-se de si mesmo e receberá a recompensa.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Talento

Quando a gente ouve falar em talento pensa logo em artista, em gente famosa...
Talentoso não é só quem aparece em jornais, revistas e TV.
Talento é como impressão digital:
Cada um tem o seu e nunca é igual ao do outro.

Muita gente fala que não tem
Talento pra nada.
Se a gente achar que o só os gênios ou os ganhadores do Oscar têm talento, fica difícil ver talento em nós mesmos.

Talento não tem que ser notícia, nem recorde, nem ibope.
Talento é aquela coisa que a gente faz com naturalidade e faz bem feito!
Tem gente que nasceu pra cuidar de casa. Você acha pouco?
Administrar uma família exige talento...

Tem gente que passa a vida feliz, só consertando carros. Mexer num motor exige talento...
Eu vejo talento nas mínimas coisas.

O sorriso de um balconista, por exemplo, me chama a atenção pra um talento raro hoje em dia:
O talento de ser gentil e atencioso.
Eu conheço gente que não tem habilidade nenhuma na cozinha, mas que tem um talento enorme pra reunir pessoas em volta de uma mesa.
Aí os jantares ficam inesquecíveis.
Eu valorizo muito o talento, por menos visível que ele seja.

Você não precisa subir num palco pra mostrar que tem talento.
Por trás de um grande espetáculo, tem muito talento em jogo.
Do diretor...
Ao funcionário encarregado de abrir e fechar as cortinas.

Tenha orgulho do seu talento, mesmo que ele não vire notícia.
Mesmo que ele pareça tolo aos olhos dos outros.
Você é único no que faz.
Principalmente se faz com dedicação e humildade.

Texto de Lena Gino

sábado, 2 de outubro de 2010

A felicidade é uma obrigação de mercado


Desculpem a autorreferência, que é vitupério - mas, estou terminando meu filme A Suprema Felicidade, que me tomou três anos, entre roteiro, preparação e filmagem. Agora, sairá a primeira cópia.

Amigos me perguntam: "Que é essa tal de A Suprema Felicidade? Onde está a felicidade?" Eu penso: que felicidade? A de ontem ou a de hoje?

Antigamente, a felicidade era uma missão a ser cumprida, a conquista de algo maior que nos coroasse de louros; a felicidade demandava "sacrifício". Olhando os retratos antigos, vemos que a felicidade masculina estava ligada à idéia de "dignidade", vitória de um projeto de poder. Vemos os barbudos do século 19 de nariz empinado, perfis de medalha, tirânicos sobre a mulher e os filhos, ocupados em realizar a "felicidade" da família. Mas, quando eu era criança, via em meus parentes, em minha casa, que a tal felicidade era cortada por uma certa tristeza, quase desejada. Já tinha começado o desgaste das famílias nucleares pelo ritmo da modernidade.

Hoje, a felicidade é uma obrigação de mercado. Ser deprimido não é mais "comercial". A infelicidade de hoje é dissimulada pela alegria obrigatória. É impossível ser feliz como nos anúncios de margarina, é impossível ser sexy como nos comerciais de cerveja. Esta "felicidade" infantil da mídia se dá num mundo cheio de tragédias sem solução, como uma "Disneylândia" cercada de homens-bomba.

A felicidade hoje é "não" ver. Felicidade é uma lista de negações. Não ter câncer, não ler jornal, não sofrer pelas desgraças, não olhar os meninos malabaristas no sinal, não ter coração. O mundo está tão sujo e terrível que a proposta que se esconde sob a idéia de felicidade é ser um clone de si mesmo, um andróide sem sentimentos.

O mercado demanda uma felicidade dinâmica e incessante, cada vez mais confundida com consumo, como uma "fast-food" da alma. O mundo veloz da internet, do celular, do mercado financeiro nos obriga a uma gincana contra a morte ou velhice, melhor dizendo, contra a obsolescência do produto ou a corrosão dos materiais.

A felicidade é ter bom funcionamento. Há décadas, o precursor McLuhan falou que os meios de comunicação são extensões de nossos braços, olhos e ouvidos. Hoje, nós é que somos extensões das coisas. Fulano é a extensão de um banco, sicrano comporta-se como um celular, beltrana rebola feito um liquidificador. Assim como a mulher deseja ser um objeto de consumo, como um "avião", uma máquina peituda, bunduda, o homem também quer ser uma metralhadora, uma Ferrari, um torpedo inteligente, e mais que tudo, um grande pênis voador.

A idéia de felicidade é ser desejado. Felicidade é ser consumido, é entrar num circuito comercial de sorrisos e festas e virar um objeto de consumo. Não consigo me enquadrar nos rituais de prazer que vejo nas revistas. Posso ter uma crise de depressão em meio a uma orgia, não tenho o dom da gargalhada infinita, posso broxar no auge de uma bacanal. Fui educado por jesuítas, para quem o sorriso era quase um pecado, a gargalhada um insulto.

Bem - dirão vocês -, resta-nos o amor... Mas, onde anda hoje em dia, esta pulsão chamada "amor"?

O amor não tem mais porto, não tem onde ancorar, não tem mais a família nuclear para se abrigar. O amor ficou pelas ruas, em busca de objeto, esfarrapado, sem rumo. Não temos mais músicas românticas, nem o lento perder-se dentro de "olhos de ressaca", nem o formicida com guaraná. Mas, mesmo assim, continuamos ansiando por uma felicidade impalpável.

Uma das marcas do século 21 é o fim da crença na plenitude, seja no sexo, no amor e na política.

Se isso é um bem ou um mal, não sei. Mas é inevitável. Temos de parar de sofrer romanticamente porque definhou o antigo amor... No entanto, continuamos - amantes ou filósofos - a sonhar como uma volta ao passado que julgávamos que seria harmônico. Temos a nostalgia lírica por alguma coisa que pode voltar atrás. Não volta. Nada volta atrás.
Sem a promessa de eternidade, tudo vira uma aventura. Em vez da felicidade, temos o gozo rápido do sexo ou o longo sofrimento gozoso do amor; só restaram as fortes emoções, a deliciosa dor, as lágrimas, motéis, perdas, retornos, desertos, luzes brilhantes ou mortiças, a chuva, o sol, o nada. O amor hoje é o cultivo da "intensidade" contra a "eternidade". O amor, para ser eterno hoje em dia, paga o preço de ficar irrealizado. A droga não pode parar de fazer efeito e, para isso, a "prise" não pode passar. Aí, a dor vem como prazer, a saudade como excitação, a parte como o todo, o instante como eterno. E, atenção, não falo de "masoquismo"; falo do espírito do tempo.
Há que perder esperanças antigas e talvez celebrar um sonho mais efêmero. É o fim do "happy end", pois na verdade tudo acaba mal na vida. Estamos diante do fim da insuportável felicidade obrigatória. Em tudo.
Não adianta lamentar a impossibilidade do amor. Cada vez mais o parcial, o fortuito é gozoso. Só o parcial nos excita. Temos de parar de sofrer por uma plenitude que nunca alcançamos.
Hoje, há que assumir a incompletude como única possibilidade humana. E achar isso bom. E gozar com isso.
Não há mais "todo"; só partes. O verdadeiro amor total está ficando impossível, como as narrativas romanescas. Não se chega a lugar nenhum porque não há onde chegar. A felicidade não é sair do mundo, como privilegiados seres, como estrelas de cinema, mas é entrar em contato com a trágica substância de tudo, com o não sentido, das galáxias até o orgasmo. Usamos uma máscara sorridente, um disfarce para nos proteger desse abismo. Mas esse abismo é também nossa salvação. A aceitação do incompleto é um chamado à vida.
Temos de ser felizes sem esperança. E este artigo não é pessimista...

Arnaldo Jabor, arnaldo.jabor@estadao.com.br - O Estado de S.Paulo
03 de agosto de 2010 0h 00

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Paradoxo do Nosso Tempo


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV
demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos..
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas
não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
George Carlin

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hoje eu vou mudar!

E para não ficar apenas nas promessas,
vou começar pelo mais fácil,
vou mudar o caminho.
Vou andar por novas ruas, ver novas caras,
quem sabe, começar uma nova amizade.
Pensando em pequenas mudanças,
vou abrir mão de pequenas coisas,
coisas que me incomodam e que faço automaticamente,
aliás, vou prestar mais atenção nos meus atos,
vou ser um observador de mim mesmo.
Vou vigiar meus passos, e tentar cortar,
aqueles que me levam até a decepção.
Hoje eu vou mudar!
promessa antiga, que me faço sempre que quebro a cara,
mas hoje, hoje eu quero e preciso do novo,
ou quem sabe, resgatar antigos hábitos saudáveis,
Como ser feliz com o que te tenho,
valorizar as pessoas que gostam de mim como eu sou.
Valorizar a roupa que eu uso, a comida que eu como,
a família que eu tenho, o amor que me acompanha,
o estudo que eu concluí, a escola que eu frequento,
o emprego que eu tenho...
São tantas coisas, e tão pouco tempo para ver,
pouco tempo para o que é bom e estável, muito tempo para o que ainda não tenho, muito tempo para lamentações e dores. Chega!
Hoje eu vou mudar, por isso, começo o dia,
com uma prece sentida, agradecendo
pela oportunidade de ter mais uma chance,
de poder desejar e fazer mudanças,
para fazer em mim, o ser que eu gostaria de ser,
e ser livre para dizer que amo a vida,
dizer para cada pessoa que eu conheço,
que elas são importantes para mim,
e abraçar cada uma, como se fosse despedida,
sendo apenas mais um dia,
dia de mudar!
(Paulo Roberto Gaefke)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Um dia você aprende que...

Um dia você aprende que...
Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se levam anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
om palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa
que você espera que o chute quando você cai
é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver
com os tipos de experiência que se teve
e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança
que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes
e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama
do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe
depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare