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terça-feira, 19 de junho de 2012

Brilho do olhar


Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.

Martha Medeiros

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Templo


Cada momento que passas contigo, com as tuas coisas, os teus pensamentos, as tuas perguntas é um tempo sagrado. Tu és um templo. Toda a estrutura molecular e energética que constitui o teu ser foi feita para ser um templo.

Onde se reza. Onde se ora, onde se medita. Onde se interioriza. Onde se está, e se respeita esse estar. Onde se chora e onde se ri, mas sobretudo onde se acredita. Onde se acredita que tudo vai dar certo, que todos os esforços que foram perpetrados em nome da evolução irão dar os seus frutos e que tu ainda vais ser muito feliz.

Vais ser muito feliz, porque te respeitaste, porque passaste o tempo que era suposto passares contigo próprio, afugentando a ilusão e os fantasmas e encarando a dura e difícil realidade de seres quem és com todas as tuas limitações e desencantos. Mas também porque admitiste que nesse templo há uma dose incomensurável de fé e de verdade, e que viver nelas é alcançar o reino dos céus.

Cuida para que o tempo que passas contigo seja grandioso. Cuida de cada detalhe do teu templo. Cuida do que entra e do que sai. Cuida do que entra. A alimentação é muito importante e pode mudar a constituição das tuas células… e consequentemente da sua frequência vibratória… e por conseguinte da tua energia. A energia das pessoas que te rodeiam é também determinante para o teu bem-estar.

Cuida do que sai. Não saias completamente do teu templo. Não o deixes abandonado. Sai, vai aos outros, mas volta. Deixa sempre uma estrada. Nunca te esqueças de deixar a porta aberta. Para que possas voltar. Para que te dê prazer voltar. Para que, de uma vez por todas, deixes de te abandonar como tens feito nestes últimos séculos.

O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde, de Alexandra Solnado

sábado, 21 de abril de 2012

Vamos entender o que diz o nosso corpo


A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS, ou como O queiram chamar.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A lenda de Iemanjá


Dia dois de fevereiro é dia de festa no mar, como diz a canção de Dorival Caymmi, feita em homenagem a Iemanjá. Mito que atravessou o Atlântico, vindo da África, ele se instalou na cultura brasileira e se transformou em sinônimo de tolerância, esperança e carinho. Festejada no país do sincretismo por gente de todas as religiões, classes sociais e níveis culturais, Iemanjá é a rainha das águas salgadas e espécie de padroeira afetiva do litoral brasileiro.

Conta a história que Iemanjá seria filha de Olokum – na região do Daomé, atual Benin, considerado deus e, em Ifé, deusa do mar. Em uma lenda de Ifé, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé, com quem teve dez filhos. Cansada de sua permanência no lugar, Iemanjá foge em direção ao oeste, o Entardecer da Terra. Olofin, então, lançou o exército a sua procura e a orixá, temendo o perigo, quebrou uma garrafa contendo um preparado que Olokum havia lhe dado, com a recomendação de que a atirasse ao chão ao pressentir algum risco. Formou-se, então, um rio que a tragou e a levou para o oceano, morada de seu pai.

Outra lenda conta que a origem de Iemanjá se deu depois que ela, de tanto chorar com o rompimento com seu filho Oxossi, que a abandonou e foi viver na mata com o irmão renegado Oçanhe, se derreteu e transformou-se em rio, que foi desembocar no mar. Em Ifé, Iemanjá é mãe de quase todos os orixás de origem iorubá, com exceção de Logunedé, e é a rainha das águas salgadas: as provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida dos filhos que se afastam de seu abrigo e as do mar, sua morada, onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos, como espelhinhos, alfazema, flores brancas e champanhe, sua bebida preferida.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Faz de Conta


Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

Martha Medeiros

sábado, 5 de março de 2011

O dia de hoje


O momento é de olhar a linha à frente de nossos pés e apertar os olhos para divisar se trata-se de um abismo ou apenas de um risco no chão. Antecipo a resposta de que não existem abismos, mas buracos imensos que às vezes cavamos com os próprios pés. Em geral, por termos ficado "andando" parados no mesmo lugar. Mas isso é um assunto mais fundo - ou um buraco mais embaixo, se preferirem...rs. O fato é que hoje eu precisava tratar, por escrito, de um assunto delicado, que me fez chorar. E vocês sabem: quando os acontecimentos nos fazem chorar, os sentimentos que nos atravessam podem descambar para lados menos positivos. Pois bem: rezei, como de sempre, todas as manhãs. E a mensagem que me veio caiu como uma luva! Sempre me espanto com essas "respostas" dos anjos de bondade e luz, mas o fato é que é sempre assim... na mosca! Compartilho com vocês, porque pode servir para mais alguém.

LINGUAGEM

"Através da linguagem, o homem ajuda-se ou se desajuda. Ainda mesmo que o nosso íntimo permaneça nevoado de problemas, não é aconselhável que a nossa palavra se faça turva ou desequilibrada para os outros. Cada qual tem seu enigma, a sua necessidade e a sua dor e não é justo aumentar as aflições do vizinho com a carga de nossas inquietações. A exteriorização da queixa desencoraja, o verbo da aspereza vergasta, a observação maldizente confunde... Pela nossa manifestação mal conduzida para com os erros dos outros, afastamos a verdade de nós. Pela nossa expressão verbalista menos enobrecida, repelimos a bênção do amor que nos encheria do contentamento de viver. Tenhamos a precisa coragem de eliminar, por nós mesmos, os raios de nossos sentimentos e desejos descontrolados. A palavra é canal do "eu". Pela válvula da língua, nossas paixões explodem ou nossas virtudes se estendem. Cada vez que arrojamos para fora de nós o vocabulário que nos é próprio, emitimos forças que destroem ou edificam, que solapam ou restauram, que ferem ou balsamizam. Linguagem, a nosso entender, se constitui de três elementos essenciais: expressão, maneira e voz. Se não aclararmos a frase, se não apurarmos o modo e se não educarmos a voz, de acordo com as situações, somos suscetíveis de perder as nossas melhores oportunidades de melhoria, entendimento e elevação. Paulo de Tarso fornece a receita adequada aos aprendizes do Evangelho. Nem linguagem doce demais, nem amarga em excesso. Nem branda em demasia, afugentando a confiança, nem áspera ou contundente, quebrando a simpatia, mas sim "linguagem sã e irrepreensível para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós."

Emmanuel

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Alerta

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
A diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
E as tuas dores caladas ? Como elas falam no teu corpo ?
Mas cuidado.... escolha o que falar, com quem, onde, quando e como...
Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida!

sábado, 5 de fevereiro de 2011

É PROIBIDO

É proibido chorar sem aprender
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer
Abandonar tudo por medo
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por
tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender os que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas
Fingir que elas não te importam
Ser gentil só para que se lembrem de você
Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo
Não crer em Deus e fazer seu destino
Ter medo da vida e de seus compromissos
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque
seus caminhos se desencontraram
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história
Deixar de dar graças a Deus por sua vida
Não ter um momento para quem necessita de você
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade
Não viver sua vida com uma atitude positiva
Não pensar que podemos ser melhores
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Blowing in the wind

Soprando ao vento
Bob Dylan

Quantas estradas precisará um homem andar
Antes que possam chamá-lo de um homem?
Sim e quantos mares precisará uma
pomba branca sobrevoar
Antes que ela possa dormir na areia?
Sim e quantas vezes precisará
balas de canhão voar
Até serem para sempre abandonadas?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantos anos pode existir uma montanha
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento

Quantas vezes precisará um homem olhar para cima
Até poder ver o céu?
Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter
Até que ele possa ouvir o povo chorar?
Sim e quantas mortes custará até que ele saiba
Que gente demais já morreu?
A resposta meu amigo está soprando no vento
A resposta está soprando no vento.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quando tudo desaba

De repente tudo desaba...
O amor vai mal, o trabalho pior...
A geladeira quebra na mesma semana em que aparece a goteira...
O pagamento atrasa, o carro enguiça, o filho fica de recuperação...
O corpo adoece, a tristeza vem...
Aí a gente pensa: será que o mundo virou do avesso?
Eu prefiro pensar que não.
Porque as dores passam... As coisas se consertam... Os amores vão e vêm... as crises se resolvem...
Perder a calma, arrancar os cabelos, chorar, maldizer a vida, não resolve nada... Mas tudo bem: no momento da raiva - mas só por um segundo - a gente pode extravasar, gritar, pra não ter um infarto.
Eu aprendi que o tempo é um mestre na arte de refazer as coisas.
Ele nos dá ferramentas precisas pra remodelar, recolorir, reconstruir a vida.
Só o tempo nos dá a chance de ver que tudo é questão de tempo, mesmo...
Por isso, está em nossas mãos montar tudo de volta.
Com calma.
Porque nada se desfaz à toa. Coisas novas precisam ser erguidas.
Mãos à obra, então!
Use o tempo a seu favor. Vá devagar. Os caquinhos de um mundo desabado podem servir de base pra um mundo totalmente novo... e até mais forte.
Olha bem lá na frente... Olha quanto tempo pra colocar as coisas em ordem.
Não tem jeito, o mundo desaba de vez em quando. Mas você não tem que desabar junto.
Sendo assim, quando você olhar em volta e ver que tudo já está no chão, o segredo é se manter em pé!

Texto: Lena Gino

sábado, 25 de dezembro de 2010

Poema de Natal

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!

Nem uma vidinha
Nem um vidão
Simplesmente uma vida
Plena e intensa
Mas não tensa.

Com alguém para amar
Com um ombro para chorar
Com momentos para brindar
Com grana para gastar
Com amigos para compartilhar.

Simplesmente uma vida
De erros e acertos
Com alguns exageros
De muito entendimento
E pouco arrependimento.

Uma vida larga
Sem margem, cheia de aragem
Para quem embarca
Com a cara e a coragem
Nesta maravilhosa viagem.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu ...

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Quando a boca cala.... o corpo fala!!!

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!

sábado, 6 de novembro de 2010

Só


Eu tenho pena da Lua!
Tanta pena, coitadinha,
Quando tão branca, na rua
A vejo chorar sozinha!...

As rosas nas alamedas,
E os lilases cor da neve
Confidenciam de leve
E lembram arfar de sedas

Só a triste, coitadinha...
Tão triste na minha rua
Lá anda a chorar sozinha ...

Eu chego então à janela:
E fico a olhar para a lua...
E fico a chorar com ela! ...

Florbela Espanca

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Alma perdida

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, a alma doente
Dalguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...

Florbela Espanca

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amigos sejam Benditos!!!

Benditos os que possuem amigos,
os que os têm sem pedir,
Porque amigos não se pede,
não se compra nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos,
os que falam com o olhar,
Porque amigo não se cala
não questiona nem se rende,
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos,
os que entregam o ombro pra chorar,
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos
que acreditam na tua verdade,
ou te apontam a realidade,
Porque amigo é a direção
é a base, quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos
de raízes, verdadeiros,
Porque amigos são herdeiros
da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Machado de Assis

FELIZ DIA DO AMIGO!