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quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Solidão dos Acompanhados


Todos os mestres dizem que o tesouro espiritual é uma descoberta solitária.
Então, por que estamos juntos? Perguntou um dos discípulos ao mestre.
Vocês estão juntos porque um bosque é sempre mais forte que uma árvore solitária.
O bosque mantém a umidade do ar, resiste melhor a um furacão, ajuda o solo a ser fértil.
Mas o que faz uma árvore forte é a sua raiz.
E a raiz de uma planta não pode ajudar outra planta a crescer - comentou o discípulo.
Nos manter juntos no mesmo propósito e deixar que cada um cresça a sua maneira, este é o caminho dos que desejam crescer, respondeu o mestre.

terça-feira, 25 de junho de 2013

O amor aguarda você ser feliz


O verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confundem quando não olhamos para nós mesmos. E sinceramente temos a mania de achar que o amor é algo que se busca, algo para ser encontrado em alguma esquina. Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na internet. Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Há um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará. Caso o faça, vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser recebido com saúde e leveza. O amor não suporta a ideia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da baixa alto-estima. O amor não é tolo, quer ser bem tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas. Ao contrario do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo mais dará certo. O amor, ao contrário do que pensa os afoitos candidatos a amantes, não tem pressa... ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar. Ser feliz é uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar. O amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água, mansidão... não tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos, piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com princesas e príncipes encantados. Amar exige coragem, muita coragem, por que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo que o amor abomina. Estamos sempre fazendo algo esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade. Muitos são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem. Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos dar, por que tudo começa em nós. Estamos sempre esperando que o outro tome a iniciativa. O mesmo acontece com ele. E assim o amor agoniza... sobrevive da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio... pela dança sem a necessidade da música. Acredito estar só no início de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e acreditar que amor chega na hora certa... Através da recitação do nam myoho rengue kyo estou conseguindo transformar minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse momento falar, já que o benefício maior para mim hoje é poder amar todos a meu redor independente de qualquer coisa. E como diz o nosso mestre Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."

M. Vinícius Sassone

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A EVITAÇÃO DO AMOR

A vida sempre se nos apresenta de uma forma rica, diversificada e por vezes surpreendente. Assim, há aqueles que preferem o inverno e aqueles que não o suportam, aguardando impacientemente o verão. "Época de andar à vontade" dizem os últimos, "estação de calor insuportável", afirmam os primeiros. Há também aqueles que amam a vida na cidade, são urbanitas de coração. Não suportam uma semana sem shoppings centers, cinemas sofisticados e conforto. Há, porém aqueles a quem a vida na cidade é um mal necessário, e mal conseguem esperar o próximo feriadão para partir em direção à praia, campo ou serra. E há aqueles que não vivem sem um companheiro, uma mulher, um namorado, um amor. Desacompanhados, se fazem depressivos, carentes, frustrados. Em contrapartida, há aqueles que são solitários por opção, convictos que relacionamentos amorosos são sofridos, inoportunos, incomodativos.

Mas será esta última escolha, como outras, também uma questão de "gosto", ou estilo de vida?

Não, afirmaria o benfeitor espiritual, chamado simplesmente de "Guia", que tantas conferências proferiu pela médium Eva Pierrakos, sempre encerrando nelas grande sabedoria. A vivência do amor, incluindo o amor romântico (entre um ser masculino em um feminino), é o estado mais sublime, e, portanto indispensável para nossa felicidade.

Assim sendo, quando evitamos o relacionamento amoroso, evitamos a seiva da vida. Disto conclui-se que tal atitude traz em si mesma algum bloqueio, medo, limitação ou mesmo uma patologia da alma.

Não generalizando, (...) vemos o caso de muitas pessoas que se esquivam da relação amorosa, seja vivendo-a superficialmente, seja afastando-se de todo. Incluímos aqui aqueles que não se permitem apaixonar e aqueles que se detém apenas na paixão, sem viver o amor. Tais pessoas mantêm a ilusão de que os problemas são produzidos pelos outros, porque sentem-se perturbadas apenas quando estão com eles.

Um dos motivos para tal distanciamento é a ilusão de auto-perfeição gerada no isolamento, e que se desvanece nas dificuldades que se mostram no relacionamento, pois este revela nossas fragilidades e imperfeições que de outra forma se ocultam. Podemos dizer que o relacionamento ativa estas imperfeições, de forma que possam ser tornadas conscientes e trabalhadas.

A ilusão de paz interior e de unidade que provém do fato de evitar o relacionamento tem levado a conceitos de que o desenvolvimento espiritual é favorecido pelo isolamento. É um equívoco. Por certo não ignora-se o benefício de períodos de solitude, onde o silêncio de fora torna possível ouvir a voz interior. Referimos, pois, àqueles que tomam tal atitude como sistemática, tal como comentado por Allan Kardec na Lei de Sociedade, inclusa na terceira parte do Livro dos Espíritos.

No entanto quanto menos a pessoa desenvolve o contato, mais agudo se torna o anseio por ele, resultando no sofrimento da solidão e na frustração – eis que se forma então um conflito. Por um lado, há sofrimento no relacionamento, e por outro há sofrimento na solidão, mesmo que seja uma dor inconsciente.

Naturalmente estamos citando aqui aqueles que assim procedem pela dificuldade de contato, que não vivem um relacionamento porque não conseguem, pois há pessoas amáveis, embora sozinhas, que saberiam viver uma relação afetuosa, intensa, cuidadosa, caso encontrassem na Terra uma alma que lhe fosse recíproca. Vemos que há outros motivos distantes da esfera da neurose para justificar a vida ou um largo período de vida sem um cônjuge, como necessidades de vivências outras programadas de antemão pela espiritualidade maior. Por exemplo, há aqueles que não investem em uma relação conjugal por percebê-la incompatível a um trabalho assistencial, portanto o fazem por amor e por ideal. Um exemplo máximo é o de Chico Xavier, que embora não indiferente ao amor, compreendeu que seu caminho nesta encarnação era solitário. Porém, de uma forma geral, vemos como muito saudável a predisposição de qualquer ser em encontrar o amor, de forma que se algum impedimento houver, será determinado por motivos justos pelas forças divinas.

Há que se ter cuidado com os motivos que nos levam ao distanciamento do relacionamento amoroso, pois que usamos alguns que a razão aprova, mas que inconscientemente apenas encobrem os verdadeiros motivos, que são da esfera da neurose – a isto chamamos na psicologia de racionalização. Em nosso filme, o motivo real pode ser o medo inconsciente, revestido de ideais que a razão justifica. Não seria preciso dizer que a conseqüência desta atitude será a frustração e uma espécie de vazio interior. Para exemplificar, se for um médium espírita, a pessoa pode justificar que a evitação de uma relação se deva à sua missão – mas será este o verdadeiro motivo? Não estará encobrindo outras razões inconscientes? Cabe a cada um refletir.

(...) Dizia então o Guia que "as pessoas que têm medo de suas emoções e da vida farão tudo para evitar subconscientemente a unidade com outro ser", visto que, acrescentamos, a união amorosa lhes convidam a compartilhar daquilo que tanto temem: seus sentimentos. Ainda assim, embora este medo exista, poucos há que não deixem uma brecha para a Paixão se apresentar, como foi o caso do filme. Este medo pode ter muitas origens, entre estas porque numa vida anterior tiveram uma experiência amorosa infeliz (quem sabe um desfecho trágico, uma grande frustração, uma traição), ou talvez porque a alma abusou sofregamente da beleza da força erótica sem edificá-la na direção do amor, e ao reencarnar decidiu ser mais cuidadosa, o que se tornou equivocadamente um exagero.

(...) Existem pessoas que tem medo não da Paixão, ou da Força Eros, mas do Amor. Assim, para estes, a beleza de Eros os leva a procurá-lo com voracidade. Buscam um objeto de experiência após o outro, emocionalmente ignorantes demais para compreender o significado profundo deste movimento que começa pela paixão e se eterniza no amor. A paixão, visto ser uma pequena amostra do mais pura amor, deste estado celestial que procuramos, é procurada renovadamente, mas sem a capacidade pessoal de convertê-la em verdadeiro amor. Elas não têm vontade de aprender o amor puro.

Assim como comprometimentos de outras vidas, podem haver processos atuais vários, como por exemplo o amor edípico, onde uma espécie de compromisso amoroso inconsciente se organiza com o genitor de sexo oposto, e qualquer outro compromisso mais sério com o amor traduz-se por um sentimento de traição.

(...) É possível, pois, "medir a realização pessoal de uma pessoa pelo grau de profundidade do relacionamento e do contato íntimo, pela força dos sentimentos que a pessoa se permite experimentar e pela disposição de dar e receber". O relacionamento com os outros é um espelho do próprio estado pessoal.

Evitar, temer, limitar, bloquear o amor é gerar sofrimento, é paralisar espiritualmente, é manter-se em um estado de separatividade com a vida e com o criador, é ressecar a fonte do líquido precioso da vida. Há que se viver com alma, e para nutri-la, somente o amor.

Luís Augusto Sombrio

domingo, 23 de setembro de 2012

Luz

Quem tem luz, irradia, distribui, pois não lhe cabe tanto.
Por isso a bondade, o despreendimento...
Quem tem luz brilha mais e tem consciência quando ilumina.
Por isso a força, as missões...
Quem tem luz se protege, sabe se manter na sombra.
Por isso a dúvida, a solidão entre muitos.
Por isso a dádiva, as lágrimas...
Por isso a sensibilidade... às vezes "racional".
Por isso o amor mais puro... verdadeiro e TANTO!


sexta-feira, 27 de julho de 2012

O amor aguarda você ser feliz


O verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confundem quando não olhamos para nós mesmos. E sinceramente temos a mania de achar que o amor é algo que se busca, algo para ser encontrado em alguma esquina. Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na internet. Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará.
Caso o faça, vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser recebido com saúde e leveza. O amor não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da baixa alto-estima. O amor não é tolo, quer ser bem tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas. Ao contrário do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo mais dará certo.
O amor, ao contrário do que pensa os afoitos candidatos a amantes, não tem pressa... ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar. Ser feliz é uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar.
O amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água, mansidão... não tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos, piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com princesas e príncipes encantados. Amar exige coragem, muita coragem, por que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo que o amor abomina.
Estamos sempre fazendo algo esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade.
Muitos são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem. Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos dar, por que tudo começa em nós. Estamos sempre esperando que o outro tome a iniciativa.
O mesmo acontece com ele.
E assim o amor agoniza... sobrevive da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio... pela dança sem a necessidade da música.
Acredito estar só no início de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e acreditar que amor chega na hora certa...
Através da recitação do nam myoho rengue kyo estou conseguindo transformar minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse momento falar, já que o benefício maior para mim hoje é poder amar todos a meu redor independente de qualquer coisa. E como diz o nosso mestre Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."
M. Vinícius Sassone
Fonte: http://www.estadodebuda.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2012

Querido David


Agente não se comunica a um tempo isso me deu um tempo que eu precisava pra pensar. Lembra quando você disse que deveríamos viver juntos e sermos infelizes pra podermos ser felizes? Considere isso um depoimento de que eu te amava tanto, que passei muito tempo dando o melhor de mim pra isso e tentando fazer dar certo. Mas uma amiga me levou a um lugar incrível outro dia. Chama-se Augusteum, Octávio Augusto o construiu para guardar seus restos mortais. Quando os bárbaros vieram eles destruíram juntamente com todo o resto. O grande Augusto, o primeiro grande Imperador de Roma, como ele poderia imaginar que Roma, que pra ele era o mundo inteiro, poderia um dia estar em ruínas? Durante a Idade Média alguém veio aqui e roubou as cinzas do Imperador. No século XII se tornou a fortaleza para a família colona e depois arena de tourada. Mais tarde depósito para fogos de artifício. Hoje em dia é banheiro para mendigos, então cuidado onde pisa. É um dos lugares mais silenciosos e solitários de Roma. A cidade cresceu ao redor durante séculos, parece um ferimento precioso, como um coração partido que você não larga, porque dói demais. Todos queremos que as coisas continuem iguais David. Queremos aceitar viver no sofrimento porque temos medo da mudança, que as coisas sumam totalmente. Depois que eu olhei esse lugar o caos que ele tolerou e como foi adaptado, queimado, devastado e aí encontrou um jeito de se reconstruir novamente eu me senti tranquila. Talvez, a minha vida não fosse tão caótica, o mundo é que é, e a única armadilha de verdade é ficar ligada a isso. A ruína é um presente, a ruína é a estrada para a transformação. Mesmo nessa Cidade Eterna, Augustus me mostrou que devemos estar sempre preparados para as ondas infinitas de transformação. Nos dois merecemos mais que ficar juntos por medo de sermos destruídos de não ficarmos.

Comer, Rezar e Amar

terça-feira, 22 de maio de 2012

Solidão


Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe às vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.

Tampouco é a pausa involuntária que o destino nos impõe compulsoriamente, para que revejamos a nossa vida...
isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão, pela nossa Alma!

Fátima Irene Pinto (Página 79 do Livro Palavras Para Entorpecer o Coração)

sábado, 21 de abril de 2012

Vamos entender o que diz o nosso corpo


A enfermidade é um conflito entre a personalidade e a alma.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa e/ou cansa de viver.
E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?
A enfermidade não é má, ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto, existem curvas chamadas Equívocos, existem semáforos chamados Amigos, luzes de precaução chamadas Família, e ajudará muito ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão, um potente motor chamado Amor, um bom seguro chamado FÉ, abundante combustível chamado Paciência.
Mas principalmente um maravilhoso Condutor chamado DEUS, ou como O queiram chamar.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Prosa Patética


Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes têm me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças, sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão, expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo, onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido, e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada, não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.

O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja, nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça.

Viviane Mosé

domingo, 4 de março de 2012

Mal nos conhecemos


Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O'Neill

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sorriso


Há um Sorriso que é de Amor
E há um Sorriso de Maldade,
E há um Sorriso de Sorrisos
Onde os dois Sorrisos têm parte.

E há uma Careta de Ódio
E há uma Careta de Desdém
E há uma Careta de Caretas
Que te esforças em vão pra esquecê-la bem

Pois ela fere o Coração no Cerne
E finca fundo na espinha Dorsal
E não um Sorriso que nunca tenha sido Sorrido
Mas só um Sorriso solitário

Que entre o Berço e o Túmulo
Somente uma vez se Sorri assim
Mas quando é Sorrido uma vez
Todas a Tristeza tem seu fim

William Blake

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Amor é fogo que arde sem se ver


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence o vencedor,
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís de Camões

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Aqueles dois - V


Quando começava a primavera, Saul fez aniversário. Porque achava seu amigo muito solitário, ou por outra razão assim, Raul deu a ele a gaiola com Carlos Gardel.
No começo do verão, foi a vez de Raul fazer aniversário. E porque estava sem dinheiro, porque seu amigo não tinha nada nas paredes da quitinete, Saul deu a ele a reprodução de Van Gogh. Mas entre esses dois aniversários, aconteceu aguma coisa.
No norte, quando começava dezembro, a mãe de Raul morreu e ele precisou passar uma semana fora. Desorientado, Saul vagava pelos corredores a firma esperando um telefonema que não vinha, tentando em vão concentrar-se nos despachos, processos, protocolos. Á noite, em seu quarto, ligava a televisão gastando tempo em novelas vadias ou desenhando olhos cada vez mais enormes, enquanto acariciava Carlos Gardel. Bebeu bastante, nessa semana. E teve um sonho: caminhava entre as pessoas da repartição, todas de preto, acusadoras. À exceção de Raul, todo de branco, abrindo os braços para ele. Abraçados fortemente, e tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro. Acordou pensando mas ele é que devia estar de luto.
Raul voltou sem luto. Numa sexta de tardezinha, telefonou para a repartição pedindo a Saul que fosse vê-lo.
A voz de baixo profundo parecia ainda mais baixa, mais profunda. Saul foi. Raul tinha deixado a barba crescer. Estranhamente, ao invés de parecer mais velho ou mais duro, tinha um rosto quase de menino. Beberam muito nessa noite. Raul falou longamente da mãe — eu podia ter sido mais legal com ela, disse, e não cantou.
Quando Saul estava indo embora, começou a chorar. Sem saber ao certo o que fazia, Saul estendeu a mão e, quando percebeu, seus dedos tinham tocado a barba crescida de Raul. Sem tempo para compreenderem, abraçaram-se fortemente. E tão próximos que um podia sentir o cheiro do outro: o de Raul, flor murcha, gaveta fechada; o de Saul, colônia de barba, talco. Durou muito tempo. A mão de Saul tocava a barba de Raul, que passava os dedos pelos caracóis miúdos do cabelo do outro. Não diziam nada. No silêncio era possível ouvir uma torneira pingando longe. Tanto tempo durou que, quando Saul levou a mão ao cinzeiro, o cigarro era apenas uma longa cinza que ele esmagou sem compreender.
Afastaram-se, então. Raul disse qualquer coisa como eu não tenho mais ninguém no mundo, e Saul outra coisa qualquer como você tem a mim agora, e para sempre. Usavam palavras grandes — ninguém, mundo, sempre — e apertavam-se as duas mãos ao mesmo tempo, olhando-se nos olhos injetados de fumo e álcool. Embora fosse sexta e não precisassem ir à repartição na manhã seguinte, Saul despediu-se. Caminhou durante horas pelas ruas desertas, cheias apenas de gatos e putas. Em casa; acariciou Carlos Gardel até que os dois dormissem. Mas um pouco antes, sem saber por quê, começou a chorar sentindo-se só e pobre e feio e infeliz e confuso e abandonado e bêbado e triste, triste, triste. Pensou em ligar para Raul, mas não tinha fichas e era muito tarde.
Depois, chegou o Natal, o Ano-Novo que passaram juntos, recusando convites dos colegas de repartição. Raul deu a Saul uma reprodução do Nascimento de Vênus, que ele colocou na parede exatamente onde estivera o quarto de Van Gogh. Saul deu a Raul um disco chamado Os Grandes Sucessos de Dalva de Oliveira. O que mais ouviram foi Nossas Vidas, prestando atenção no pedacinho que dizia até nossos beijos parecem beijos de quem nunca amou.
Foi na noite de trinta e um, aberta a champanhe na quitinete de Raul, que Saul ergueu a taça e brindou à nossa amizade que nunca nunca vai terminar. Beberam até quase cair. Na hora de deitar, trocando a roupa no banheiro, muito bêbado, Saul falou que ia dormir nu. Raul olhou para ele e disse você tem um corpo bonito. Você também, disse Saul, e baixou os olhos. Deitaram
ambos nus, um na cama atrás do guarda-roupa, outro no sofá. Quase a noite inteira, um conseguia ver a brasa acesa do cigarro do outro, furando o escuro feito um demônio de olhos incendiados. Pela manhã, Saul foi embora sem se despedir para que Raul não percebesse suas fundas olheiras.
Quando janeiro começou, quase na época de tirarem férias — e tinham planejado, juntos, quem sabe Parati, Ouro Preto, Porto Seguro — ficaram surpresos naquela manhã em que o chefe de seção os chamou, perto do meio-dia. Fazia muito calor. Suarento, o chefe foi direto ao assunto. Tinha recebido algumas cartas anônimas.
Recusou-se a mostrá-las. Pálidos, ouviram expressões como "relação anormal e ostensiva", "desavergonhada aberração", "comportamento doentio", "psicologia deformada", sempre assinadas por Um Atento Guardião da Moral. Saul baixou os olhos desmaiados, mas Raul colocou-se em pé. Parecia muito alto quando, com uma das mãos apoiadas no ombro do amigo e a outra erguendo-se atrevida no ar, conseguiu ainda dizer a palavra nunca, antes que o chefe, entre coisas como a-reputação-de-nossa-firma, declarasse frio: os senhores estão despedidos.
Esvaziaram lentamente cada um a sua gaveta, a sala deserta na hora do almoço, sem se olharem nos olhos. O sol de verão escaldava o tampo de metal das mesas. Raul guardou no grande envelope pardo um par de olhos enormes, sem íris nem pupilas, presente de Saul, que guardou no seu grande envelope pardo, com algumas manchas de café, a letra de Tú Me Acostumbraste,
escrita à mão por Raul numa tarde qualquer de agosto. Desceram juntos pelo elevador, em silêncio.
Mas quando saíram pela porta daquele prédio grande e antigo, parecido com uma clínica ou uma penitenciária, vistos de cima pelos colegas todos postos na janela, a camisa branca de um, a azul do outro, estavam ainda mais altos e mais altivos. Demoraram alguns minutos na frente do edifício.
Depois apanharam o mesmo táxi, Raul abrindo a porta para que Saul entrasse.
Ai-ai, alguém gritou da janela. Mas eles não ouviram. O táxi já tinha dobrado a esquina.
Pelas tardes poeirentas daquele resto de janeiro, quando o sol parecia a gema de um enorme ovo frito no azul sem nuvens no céu, ninguém mais conseguiu trabalhar em paz na repartição. Quase todos ali dentro tinham a nítida sensação de que seriam infelizes para sempre. E foram.

Caio Fernando Abreu

sábado, 8 de outubro de 2011

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca

Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".

Martha Medeiros

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Desejo


Se eu soubesse que no mundo
Existia um coração,
Que só por mim palpitasse
De amor em terna expansão;
Do peito calara as mágoas,
Bem feliz eu era então!

Se essa mulher fosse linda
Como os anjos lindos são,
Se tivesse quinze anos,
Se fosse rosa em botão,
Se inda brincasse inocente
Descuidosa no gazão;

Se tivesse a tez morena,
Os olhos com expressão,
Negros, negros, que matassem,
Que morressem de paixão,
Impondo sempre tiranos
Um jugo de sedução;

Se as tranças fossem escuras,
Lá castanhas é que não,
E que caíssem formosas
Ao sopro da viração,
Sobre uns ombros torneados,
Em amável confusão;

Se a fronte pura e serena
Brilhasse d'inspiração,
Se o tronco fosse flexível
Como a rama do chorão,
Se tivesse os lábios rubros,
Pé pequeno e linda mão;

Se a voz fosse harmoniosa
Como d'harpa a vibração,
Suave como a da rola
Que geme na solidão,
Apaixonada e sentida
Como do bardo a canção;

E se o peito lhe ondulasse
Em suave ondulação,
Ocultando em brancas vestes
Na mais branda comoção
Tesouros de seios virgens,
Dois pomos de tentação;

E se essa mulher formosa
Que me aparece em visão,
Possuísse uma alma ardente,
Fosse de amor um vulcão;
Por ela tudo daria...
— A vida, o céu, a razão!

Casimiro de Abreu

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

24 toques para ser mais feliz


01 - Seja ético.
A vitória que vale a pena é a que aumenta sua dignidade e reafirma valores profundos. Pisar nos outros para subir desperta o desejo de vingança.

02 - Estude sempre e muito.
A glória pertence àqueles que têm um trabalho especial para oferecer.

03 - Acredite sempre no amor.
Não fomos feitos para a solidão. Se você está sofrendo por amor, está com a pessoa errada ou amando de uma forma ruim para você. Caso tenha se separado,curta a dor, mas se abra para outro amor.

04 - Seja grato(a) a quem participa de suas conquistas.
O verdadeiro campeão sabe que as vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. Agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

05 - Eleve suas expectativas.
Pessoas com sonhos grandes obtêm energia para crescer. Os perdedores dizem: "isso não é para nós". Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo.

06 - Curta muito a sua companhia.
Casamento dá certo para quem não é dependente.

07 - Tenha metas claras.
A História da Humanidade é cheia de vidas desperdiçadas: amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levam carreiras o sucesso, etc. Ter objetivos evita desperdícios de tempo, energia e dinheiro.

08 - Cuide bem do seu corpo.
Alimentação, sono e exercício são fundamentais para uma vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente deixa as portas abertas para os outros gostarem também.

09 - Declare o seu amor.
Cada vez mais devemos exercer o nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais.

10 - Amplie os seus relacionamentos profissionais.
Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor fonte de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial em momentos decisivos.

11 - Seja simples.
Retire da sua vida tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.

12 - Não imite o modelo masculino do sucesso.
Os homens fizeram sucesso a custa de solidão e da restrição aos sentimentos. O preço tem sido alto: infartos e suicídios. Sem dúvida, temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco. Preserve a sensibilidade feminina - é mais natural e mais criativa.

13 - Tenha um orientador.
Viver sem é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido, para lhe orientar nas decisões, caso precise.

14 - Jogue fora o vício da preocupação.
Viver tenso e estressado está virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis. Bobagem ... Defina suas metas, conquiste-as e deixe as neuras para quem gosta delas.

15 - O amor é um jogo cooperativo.
Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

16 - Tenha amigos vencedores.
Aproxime-se de pessoas com alegria de viver.

17 - Diga adeus a quem não o(a) merece.
Alimentar relacionamentos, que só trazem sofrimento é masoquismo, é atrapalhar sua vida. Não gaste vela com mau defunto. Se você estiver com um marido/mulher que não esteja compartilhando, empreste, venda, alugue, doe... e deixe o espaço livre para um novo amor.

18 - Resolva!
A mulher/homem do milênio vai limpar de sua vida as situações e os problemas desnecessários.

19 - Aceite o ritmo do amor.
Assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém está sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro viver nas nuvens é o começo de muita frustração.

20 - Celebre as vitórias.
Compartilhe o sucesso, mesmo as pequenas conquistas, com pessoas queridas. Grite, chore, encha-se de energia para os desafios seguintes.

21 - Perdoe!
Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado para viver feliz. Todo mundo erra, a gente também.

22 - Arrisque!
O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco será o de engordar.

23 - Tenha uma vida espiritual.
Conversar com Deus é o máximo, especialmente para agradecer. Reze antes de dormir. Faz bem ao sono e a alma. Oração e meditação são fontes de inspiração.

24 - Muita Paz, Harmonia e Amor... sempre!

Roberto Shinyashiki

sábado, 30 de julho de 2011

Frágil


Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora... Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço.

É tempo de me fazer, eu sei.
Tenho medo de já ter perdido muito tempo. Tenho medo que seja cada vez mais difícil. Tenho medo de endurecer, de me fechar, de me encarapaçar dentro de uma solidão -escudo.

Ando meio fatigado de procuras inúteis...

Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros.

Caio Fernando de Abreu

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vampiros

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Presentes


Vamos falar de gente, de pessoas...
Existe, acaso, algo mais espetacular do que gente?
Pessoas são um presente.
Algumas tem um embrulho bonito,
como os presentes de Natal, Páscoa ou festa de aniversário.
Outras vêm em embalagem comum.
E há as que ficaram machucadas no correio...
De vez em quando uma Registrada.
São os presentes valiosos.
Algumas pessoas trazem invólucros fáceis.
De outras, é dificílimo, quase impossível, tirar a embalagem.
É fita durex que não acaba mais...
Mas... a embalagem não é o presente.
E tantas pessoas se enganam, confundindo a embalagem com o presente.
Por que será que alguns presentes são complicados para a gente abrir?
Talvez porque dentro da bonita embalagem haja muito pouco valor.
E bastante vazio, bastante solidão. A decepção seria grande.
Também você amigo.
Também eu.
Somos um presente para os outros.
Você para mim, eu para você.
Triste se formos apenas um presente-embalagem:
muito bem empacotado e quase nada, lá dentro!
Quando existe verdadeiro encontro com alguém,
no diálogo, na abertura, na fraternidade,
deixamos de ser mera embalagem e passamos à categoria de reais presentes.
Nos verdadeiros encontros humanos,
acontecem coisas muito comoventes e essenciais:
mutuamente nós vamos desembrulhando, desempacotando, revelando...
Você já experimentou essa imensa alegria da vida?
A alegria profunda que nasce da alma,
quando duas pessoas se comunicam virando um presente uma para outra?
Conteúdo interno é segredo
para quem deseja tornar-se Presente aos irmãos de cada estrada
e não apenas embalagem...
Um presente assim não necessita de embalagem.
É a verdadeira alegria que a gente sente e não consegue descrever,
só nasce no verdadeiro encontro com alguém.
A gente abre, sente e agradece a Deus.
Pessoas que são um Presente

S. Sheider/H. Hartmann

terça-feira, 5 de julho de 2011


"(...)Por isso eu acho que a gente se engana, às vezes. Aparece uma pessoa qualquer e então tu vai e inventa uma coisa que na realidade não é. E tu vai vivendo aquilo, porque não agüenta o fato de estar sozinho.'

"Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados.
Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa."

"As vezes, sobretudo agora, verão e lua quase cheia, me surpreendo melancólico pelas noites a suspirar na sacada espanhola, com vontade de chorar. Choro quando consigo. Ou ouço Caetano cantando Contigo en la distancia, e choro mais. Não tenho pena de mim, mas por vezes sinto falta de amor. Fico sempre muito só."

" Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonhos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. "

"Por tudo que há de mau no mundo, eu mereço o máximo do bom. Sem culpa."

Caio Fernando de Abreu